O cinema brasileiro vive um momento de reconhecimento e premiações, e essa fase de ouro vai além das fronteiras nacionais. Nos últimos dez anos, o Brasil se firmou como um parceiro estratégico e desejado para coproduções internacionais no setor audiovisual.
Panorama das parcerias internacionais
De acordo com um levantamento detalhado realizado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), entre os anos de 2015 e 2024, o país registrou obras realizadas em regime de coprodução com um total impressionante de 37 nações diferentes. O estudo, intitulado Panorama Coproduções Internacionais Brasil 2015-2024, mapeou essa movimentação cultural e financeira.
Os principais aliados do Brasil
O relatório da Ancine destaca quais foram os países que mais se uniram ao Brasil nessa jornada criativa. A liderança é da Argentina, com expressivas 68 participações em projetos conjuntos.
Em seguida, aparecem Portugal, com 49 obras coproduzidas, e a França, com 48. Essa tríade forma o núcleo principal das colaborações internacionais do audiovisual brasileiro na última década.
Potenciais em expansão
Além dos três principais, outros países se destacam como parceiros significativos e com grande potencial para ampliar ainda mais essas redes de cooperação. O Uruguai aparece com 22 participações, enquanto a Alemanha conta com 21 projetos realizados em conjunto com o Brasil.
O sucesso dessas parcerias não é obra do acaso. O estudo aponta que o Acordo Latino-Americano de Coprodução se consagrou como o instrumento legal mais utilizado nesse processo. Ele foi responsável por 32% de todos os reconhecimentos de coprodução no período analisado, evidenciando a força e a importância dos marcos regulatórios internacionais para fomentar a criação artística compartilhada.
Essa estratégia de internacionalização, baseada em acordos sólidos e parcerias duradouras, tem sido fundamental para consolidar a presença e a qualidade da produção audiovisual brasileira no cenário global, alinhando-se ao momento de prestígio que a sétima arte nacional vem experimentando.