A atriz Gabriela Duarte revelou, em entrevista recente, que enfrentou resistência — inclusive com alertas sobre o futuro da carreira — ao decidir se desvincular profissionalmente da mãe, Regina Duarte, para construir um caminho próprio. Ela explicou que a decisão partiu de um incômodo com a associação constante entre as duas.
Decisão por independência
“Sempre soube que queria mais, mas era por mim”, disse Gabriela. Em seguida, completou: “Estão me chamando para trabalhar demais com a minha mãe. A gente estava muito colada como profissionais, e eu não queria mais isso”. Segundo a atriz, havia o receio de perder a própria identidade artística. “Daqui a pouco as pessoas não conseguem me ver sem estar colada a ela”, afirmou.
Alertas e medos
Gabriela também relatou ter ouvido previsões negativas. “Ouvia: ‘Cuidado, sua carreira vai acabar’. E eu respondia que não tinha medo, que queria ir até o fim para entender quem eu era”, contou, em participação no podcast MenoTalks. Mesmo convicta da decisão, ela admite que enfrentou dificuldades após a ruptura. “Amarguei. Não foi fácil. Estava acontecendo aquilo que disseram que ia acontecer. Tive medo, mas não dava mais para voltar atrás”, declarou.
Desgaste na relação com a mãe
A escolha também gerou desgaste na relação com a mãe. Gabriela disse que evitou, inicialmente, uma conversa direta por considerar que a situação era confortável para Regina Duarte, que recentemente afirmou que aceitaria um convite para retornar à Globo. “Para ela, estava tudo certo. Era uma dupla com muita cumplicidade. Mas, para mim, começou a ficar ruim”, afirmou. Quando o diálogo ocorreu, a reação não foi positiva. “Ela não gostou. Eu entendo, mas quem convive comigo sou eu. Quem tem que estar feliz?”, questionou.
Nepo baby e identidade
A atriz acrescentou que, antes mesmo de o termo “nepo baby” se popularizar, já buscava se afirmar de forma independente. “Já brigava com isso muito antes desse nome existir”, disse. Apesar das diferenças, ressaltou que mantém admiração pela mãe. “Eu a respeito, amo e admiro. A minha mãe me deu a vida, mas sempre soube que eu tenho o direito humano de falar: ‘Não quero e não sou a mesma pessoa que ela, me recuso a ser’”.
Diferenças além do profissional
Por fim, destacou que as divergências se estendem a visões pessoais e políticas, além da forma como conduz a própria vida e a criação dos filhos. “Não quero que ninguém pense igual a mim, nem meus filhos [Manuela, de 19 anos, e Frederico, de 14 anos]. Quero pensar por mim mesma, ser algo diferente — embora seja filha dela”, concluiu.



