Defesa de ex-BBB Pedro Henrique alega transtorno mental em processo contra Globo
Ex-BBB processa Globo por R$ 4,2 milhões após desistência do programa

Ex-participante do BBB 26 processa emissora por R$ 4,2 milhões após desistência

Pedro Henrique Espíndola, que abandonou o Big Brother Brasil 26 após tentar beijar a colega de confinamento Jordana Morais sem consentimento, está movendo uma ação judicial contra a TV Globo. O ex-BBB solicita o pagamento de 4,2 milhões de reais por quebra de contrato, além de danos morais e materiais. A defesa também pede a anulação da rescisão do contrato com o reality show.

Vazamento de contrato e sigilo judicial

A notícia do processo ganhou novos contornos com o vazamento do contrato de Pedro Henrique com a Globo, revelando condições de exclusividade exigidas pela emissora dos participantes. Segundo Niva Castro, advogada do ex-BBB, o vazamento partiu da 2ª Vara Cível de Colombo, onde a ação foi aberta, e não de sua equipe. "O cartório vazou o processo. Nós tomamos todas as cautelas", afirmou em entrevista à revista VEJA.

A defesa havia solicitado sigilo para o processo, mas o pedido não foi acatado pelo juiz responsável. Na noite de quinta-feira, 19 de março, houve ainda um despacho do caso para uma Vara Cível do Rio de Janeiro, ampliando o alcance da discussão jurídica.

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Argumentos da defesa: transtorno mental e responsabilidade da Globo

No entendimento dos advogados de Pedro Henrique, o vendedor estaria passando por um descontrole mental no momento do episódio com Jordana. A defesa apresentou um laudo médico de 2023 que diagnostica o jovem com bipolaridade de ciclagem rápida, condição que teria sido agravada pelo confinamento na Casa de Vidro.

Segundo a argumentação jurídica, Pedro Henrique estaria em sofrimento psíquico intenso, com dias sem dormir adequadamente e uma possível crise de abstinência relacionada ao seu vício em maconha. A defesa reconhece que houve uma importunação sexual, mas sustenta que o ex-BBB não estava em plenas condições mentais durante o ato.

"A Globo tinha ciência [do diagnóstico] e optou por colocá-lo no programa", afirma a advogada Niva Castro. Questionada sobre a opção do participante de deixar o programa por vontade própria ao conhecer suas condições de saúde, a profissional do direito argumenta que "era a Globo que não deveria tê-lo selecionado ou selecionado com mais critério".

Situação atual e desdobramentos

Atualmente, Pedro Henrique Espíndola está internado em uma clínica psiquiátrica, conforme informado por sua defesa. A previsão é que ele receba alta na próxima semana, enquanto o processo contra a Globo segue seus trâmites legais.

O caso reacende discussões sobre:

  • A responsabilidade das emissoras na seleção de participantes com histórico de saúde mental
  • Os limites contratuais em reality shows de grande audiência
  • A exposição midiática de processos judiciais envolvendo celebridades

A ação judicial promete movimentar o mundo do entretenimento brasileiro, colocando em xeque práticas consolidadas na produção de programas de televisão.

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