O carnavalesco e comentarista da TV Globo, Milton Cunha, disparou críticas à escolha da influenciadora digital Virginia Fonseca como rainha de bateria da escola de samba Grande Rio. As declarações foram feitas durante sua participação no programa semanal da coluna GENTE, da revista VEJA.
Críticas à chegada de 'helicóptero' no samba
Com uma trajetória acadêmica sólida, incluindo graduação em Psicologia, mestrado, doutorado e pós-doutorados na UFRJ, Milton Cunha, de 63 anos, usou sua autoridade no assunto para questionar a nomeação. Ele comparou a entrada de Virginia no mundo do samba a alguém que chega de 'helicóptero', sem a bagagem necessária.
'Essas pessoas que estão chegando de helicóptero, elas acham que é um posto de saracoteio, não é? E não é. Aquilo ali é um pertencimento gigantesco de antes', afirmou o especialista, defendendo a comunidade carnavalesca.
'Deixa o suor e a raça para quem tem'
Milton Cunha foi direto ao sugerir uma alternativa para quem busca apenas visibilidade no desfile. 'Meu amor, você quer aparecer? Compra um lugar no (carro) abre-alas, no carro número 1, vem linda lá dando tchau, paga o melhor lugar', ironizou.
Em seguida, ele fez uma defesa veemente da tradição e do esforço por trás da avenida: 'Agora, deixa a execução do samba, do suor, da raça para quem o tem. Você não tem samba, suor e raça. Você é linda, você é maravilhosa, mas você não pode, você não conhece ninguém, a não ser o presidente'. A última frase parece fazer referência ao fato de Virginia ser esposa do youtuber Zé Felipe, filho do cantor Leonardo.
Onde assistir ao programa completo
A entrevista polêmica com o carnavalesco está disponível no programa semanal da coluna GENTE. O conteúdo vai ao ar toda segunda-feira e pode ser acessado em múltiplas plataformas.
Onde assistir:
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- Streaming VEJA+
- TV Samsung Plus
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A discussão levantada por Milton Cunha reacende o debate sobre a tradição versus influência digital no Carnaval, questionando até que ponto figuras famosas de outras áreas devem assumir papéis centrais nas escolas de samba, que são construídas sobre histórias de comunidade e suor.