Mulheres de Santarém transformam sementes em biojoias em projeto de capacitação
Nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Santarém, no oeste do Pará, foi realizada uma capacitação inovadora onde sementes da região amazônica se transformaram em biojoias artesanais. A formação beneficiou diretamente 16 mulheres do Residencial Salvação, oferecendo uma oportunidade única de aprendizado e geração de renda.
Projeto Tradição e Inovação – Biojoias da Amazônia
A iniciativa faz parte do Projeto “Tradição e Inovação – Biojoias da Amazônia”, que tem como objetivo fortalecer a sociobioeconomia na região oeste do Pará. Além disso, o projeto busca promover o protagonismo feminino e proporcionar possibilidades concretas para mulheres aumentarem suas rendas de forma sustentável e criativa.
Durante dois dias de formação intensiva, as participantes aprenderam técnicas especializadas de criação e montagem de biojoias a partir de sementes amazônicas. As aulas exploraram não apenas o aspecto estético das peças, mas também o valor simbólico e sustentável, conectando as mulheres à riqueza cultural e natural da floresta.
Inclusão e Apoio Integral
Todos os materiais necessários para a produção das biojoias foram fornecidos gratuitamente às participantes. Além disso, o projeto garantiu transporte e alimentação durante os dias de capacitação, assegurando inclusão e acesso pleno à formação cultural. As atividades foram realizadas no Espaço da SEMDEC, em Santarém.
As oficinas integraram a programação do projeto aprovado no Edital de Circulação da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), realizado pelo Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Cultura. A iniciativa conta com a parceria estratégica do Ponto de Cultura Coletivo Nunghara, ampliando a articulação entre cultura, formação e fortalecimento do setor criativo na região.
Impacto Transformador nas Participantes
Entre as alunas, o impacto da capacitação foi imediato e profundamente significativo. Raissa Cunha, uma das participantes da oficina, destacou a experiência como verdadeiramente transformadora. “Eu nunca tinha trabalhado com biojoias. Aprender a transformar sementes em peças bonitas me fez enxergar a floresta de outra forma. Hoje eu vejo que posso criar algo com significado”, relatou Raissa, emocionada com a nova perspectiva adquirida.
As mulheres tiveram a oportunidade de transformar sementes em colares, brincos e pulseiras carregados de identidade cultural, valorizando os recursos naturais da Amazônia de maneira artística e econômica.
Exposição Pública das Peças Produzidas
A culminância da formação será marcada por uma exposição pública das peças produzidas pelas participantes. O evento está agendado para os dias 2, 3 e 4 de março, no Centro de Artesanato Cristo Rei, um espaço tradicional de valorização da produção local em Santarém.
Essa exposição não apenas celebrará o trabalho das mulheres, mas também promoverá a visibilidade das biojoias amazônicas, incentivando o comércio sustentável e o reconhecimento do talento artístico da região.



