Artista plástico Cido Oliveira celebra 50 anos de carreira com técnica de espátula
Cido Oliveira: 50 anos de arte com espátula e impressionismo

O artista plástico Cido Oliveira, de Presidente Prudente (SP), celebra 50 anos de dedicação à pintura. Natural da cidade, José Aparecido de Oliveira, conhecido como Cido Oliveira, começou a desenhar na infância e realizou suas primeiras pinturas aos 10 anos. Hoje, aos 60, ele vê sua trajetória entrelaçada com a arte.

No Dia do Artista Plástico, celebrado nesta sexta-feira (8), Cido conversou com o g1 sobre sua carreira, técnicas e opiniões sobre o uso de Inteligência Artificial na profissão. “Eu sempre falo que o meu trabalho é a coisa que eu sonhei desde criança e eu vivo o tempo inteiro nesse sonho”, afirmou.

Início da carreira

O primeiro reconhecimento veio aos 12 anos, quando um vendedor de quadros viu suas pinturas em pedaços de madeirite. A mãe de Cido sugeriu que ele encomendasse obras originais, o que marcou o início de sua carreira.

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A primeira exposição foi em 1991, em uma universidade local. Depois, ele transformou a pintura em profissão, participando de eventos e workshops pelo país. Em 2009, começou a ministrar cursos no Centro Cultural Matarazzo, onde permaneceu por anos. Atualmente, as aulas são em seu ateliê, na Rua Júlio Prestes, 630, no Jardim Aviação, com cerca de 40 alunos.

Reconhecimento internacional

A virada veio em 2011, quando participou da Mega Artesanal, uma das maiores feiras de arte da América Latina. “Foi lá que as portas se abriram para o mundo”, disse. Em 2022, pintou ao vivo em Dubai, no World Trade Center, e também se apresentou em Paris, no Carrossel do Louvre, e em Roma, na Piazza Navona e no Castelo Sant'Angelo.

Desde 2024, Cido investe em pinturas ao vivo durante casamentos, retratando os noivos em tempo real. “É uma coisa inédita para a nossa região”, relatou.

Opinião sobre Inteligência Artificial

Cido comentou sobre o avanço da IA na criação de imagens. Para ele, a tecnologia impressiona, mas não substitui a emoção humana. “A Inteligência Artificial nunca vai ser um artista. O artista tem a alma, a visão, a emoção. Do olho para o coração, do coração para a tela”, expressou.

Ele não se opõe ao uso da IA, mas acredita que a arte continuará existindo pela capacidade humana de criar significado.

Técnica da espátula

Uma das marcas de Cido é o uso da espátula no lugar do pincel, técnica desenvolvida desde 2003. Seu trabalho segue o impressionismo, com texturas espessas e redução de detalhes. “A espátula traz mais textura, deixa a tinta mais espessa e torna o trabalho impressionista”, explicou.

A técnica exige rapidez e prática, criando uma identidade visual própria.

Próximos passos

Mesmo após 50 anos, Cido vive uma fase intensa. Participará novamente da Mega Artesanal, fará workshops no Paraguai e continuará pintando em casamentos. Também planeja realizar um sonho: pintar paisagens na Costa Amalfitana, na Itália.

“O que importa é o seu sonho e o que você faz para o bem das pessoas. A arte pode despertar para as belezas do mundo”, finalizou.

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