Santarém, no oeste do Pará, dá um passo inédito na preservação da história ao lançar, nesta terça-feira (5), o primeiro museu virtual da região. A plataforma digital reúne, de forma gratuita e interativa, peças arqueológicas que revelam mais de 3 mil anos de ocupação humana na Amazônia.
Lançamento e acesso
O lançamento ocorre às 17h no Centro Cultural João Fona, espaço que inspirou a criação do projeto. Totalmente online, o museu permite visitas virtuais, acesso a fotos em alta resolução, vídeos e conteúdos educativos, ampliando o alcance do patrimônio histórico para além das paredes físicas.
Acervo e curadoria
O acervo é formado por peças das culturas Santarém e Konduri, incluindo cerâmicas e artefatos da chamada Tradição Inciso-Ponteada, resultado de curadoria científica. A proposta é transformar pesquisa acadêmica em conteúdo acessível ao público geral, conectando tecnologia, educação e memória.
Ações educativas
Além da plataforma, o projeto terá ações educativas em escolas públicas entre os dias 11 e 15 de maio. Estudantes do 5º ao 9º ano participarão de atividades guiadas por pesquisadores, aprendendo a explorar o conteúdo digital.
Acessibilidade e interatividade
O museu conta com audiodescrição, intérprete de Libras, legendas e interface adaptada. Há ainda um espaço interativo com o jogo “Detetive do Patrimônio”, voltado ao público infantojuvenil.
Financiamento e impacto
A iniciativa foi viabilizada por políticas públicas de incentivo à cultura, com recursos da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, reforçando o papel do investimento público na democratização do conhecimento. Com a novidade, Santarém passa a integrar o cenário da inovação cultural no país, levando a história amazônica para o ambiente digital e ampliando o acesso da população ao patrimônio arqueológico da região.



