Uma tartaruga-marinha da espécie cabeçuda, carinhosamente chamada de 'Atalaia', retornou ao oceano nesta semana em Salinópolis, no nordeste paraense. O animal foi solto na praia do Atalaia, local que inspirou seu nome e onde pôde reencontrar seu habitat natural após um longo período de cuidados veterinários.
A movimentação na areia atraiu a atenção de turistas e moradores, que pararam para testemunhar o momento em que o animal, pesando 36 kg e medindo 67 centímetros de comprimento, ganhou as ondas. Atalaia foi encontrada em fevereiro por moradores de um condomínio na praia do Farol Velho. Na ocasião, a tartaruga estava extremamente debilitada, exigindo uma força-tarefa para seu resgate.
Resgate e tratamento intensivo
A logística de salvamento incluiu o uso de um helicóptero do Grupamento Aéreo do Pará (Graesp) para transportá-la até o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém. Segundo os veterinários responsáveis, os exames iniciais revelaram alterações respiratórias compatíveis com um provável afogamento. Por essa razão, a tartaruga não conseguia mergulhar para se alimentar e acabou encalhando na costa paraense devido à fraqueza.
Após dois meses de tratamento intensivo, Atalaia foi considerada saudável e apta para retornar à natureza. A soltura foi um momento emocionante para a equipe envolvida e para os presentes na praia.
Importância da reabilitação
O caso destaca a importância do trabalho de resgate e reabilitação de animais marinhos. A tartaruga-cabeçuda é uma espécie ameaçada de extinção, e cada indivíduo salvo contribui para a preservação da biodiversidade. A ação conjunta entre moradores, órgãos ambientais e universidade foi fundamental para o sucesso da operação.
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