Comunidade no Pará solta mais de mil filhotes de tracajá em projeto de preservação de 26 anos
Soltura de tracajás no Pará marca projeto de preservação de 26 anos

Comunidade no Pará celebra soltura de mais de mil filhotes de tracajá em projeto histórico de preservação

Na manhã deste sábado, 7 de dezembro, a comunidade Capitão, localizada às margens do Lago Juruti Velho, no município de Juruti, Pará, realizou uma emocionante soltura de 1.173 filhotes de tracajá. O evento reuniu moradores locais, estudantes e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti (Semma), marcando mais um capítulo de um projeto de preservação que já dura 26 anos.

Programação incluiu celebrações e conscientização ambiental

As atividades começaram com uma cerimônia de agradecimento e bênção dos quelônios na sede social da comunidade. Em seguida, houve apresentações de dança com temática ambiental, destacando a importância da conservação da fauna local. Durante o evento, foram entregues certificados a nove agentes ambientais voluntários, reconhecendo seu trabalho dedicado na proteção dos animais na região.

Após a programação inicial, os participantes seguiram até uma praia mais afastada da comunidade, onde os filhotes foram devolvidos à natureza. Essa ação contribui diretamente para o repovoamento do Lago Juruti Velho, ajudando a manter o equilíbrio ecológico da área.

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Projeto de preservação envolve múltiplas etapas e parcerias

O trabalho de preservação desenvolvido na comunidade Capitão é um exemplo de dedicação e colaboração. O projeto inicia em setembro, quando os ovos são coletados nas praias do lago e transportados para uma chocadeira construída às margens da água. Após o nascimento, que ocorre entre novembro e dezembro, os filhotes são levados para um berçário, onde recebem alimentação e cuidados especiais até atingirem o tamanho ideal para a soltura.

Todas as etapas contam com o apoio fundamental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti e da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve). Salumir Lima Rocha, um dos responsáveis pelo projeto na comunidade, destacou a participação de estudantes das escolas Erisson Pereira Silva e Manoel Pereira da Cunha na programação. Segundo ele, envolver os jovens é essencial para fortalecer a consciência ambiental e formar multiplicadores na defesa dos quelônios na região.

Desafios e importância da proteção dos quelônios

Salumir também alertou para um dos principais desafios enfrentados pelo projeto: a ação de pessoas que capturam e comercializam espécies protegidas, prática proibida pela legislação ambiental. A representante da Semma, Francimara Matos, reforçou a necessidade de a população respeitar as leis ambientais que garantem a proteção das áreas de reprodução dos quelônios.

O biólogo da Semma, Júlio Albuquerque, explicou que os quelônios desempenham um papel crucial no equilíbrio dos ambientes aquáticos, atuando como indicadores de saúde ecológica. Ele também enfatizou que a participação dos estudantes é um fator vital para a continuidade das ações de preservação nas comunidades, garantindo que as futuras gerações continuem a proteger a biodiversidade local.

Este evento não apenas celebra a soltura dos filhotes, mas também simboliza décadas de esforço coletivo em prol da conservação ambiental, servindo como inspiração para outras regiões do país.

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