Projeto Quelônios nas Águas realiza soltura de 1.200 filhotes no Rio Amazonas
O projeto "Quelônios nas Águas" promoveu a soltura de 1.200 filhotes de quelônios no sábado (18), na comunidade Correio do Tapará, localizada no Rio Amazonas, em Santarém, no oeste do Pará. Esta ação reforça a localidade como um modelo de referência em preservação ambiental, integrando educação, proteção de espécies e engajamento comunitário em uma iniciativa sustentável.
Evento mobiliza comunidade e autoridades locais
A atividade de soltura reuniu moradores, autoridades locais e estudantes do ensino fundamental II das escolas municipais 20 de Julho e Almerino Sá Ferreira. Para enriquecer o aspecto educativo e de conscientização, a programação incluiu diversas apresentações culturais, como dança, coral e teatro, destacando a importância da biodiversidade e da conservação.
Foco na proteção de espécies ameaçadas
O projeto atua diretamente na proteção de duas espécies emblemáticas da região amazônica: o tracajá (Podocnemis unifilis) e a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa). Em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), o trabalho envolve:
- Monitoramento contínuo das áreas de desova
- Coleta cuidadosa dos ovos
- Acompanhamento dos filhotes até estarem prontos para retornar ao habitat natural
Trajetória de sucesso e impacto positivo
Com aproximadamente 15 anos de atuação, o "Quelônios nas Águas" conta atualmente com uma equipe de cerca de 12 coletores dedicados. Ao longo dessa jornada, a iniciativa já protegeu quase mil ninhos, possibilitando o retorno de aproximadamente 16 mil filhotes de quelônios à natureza, um marco significativo para a conservação local.
Comunidade como protagonista da preservação
João Mário dos Santos, coordenador do projeto, enfatizou que os resultados alcançados são fruto do envolvimento ativo da população local. "Esse é um trabalho construído por muitas mãos. A comunidade é protagonista na proteção dos quelônios, e os números mostram o impacto positivo dessa união ao longo dos anos", afirmou. Esta colaboração exemplifica como a educação ambiental e a participação cidadã podem gerar transformações duradouras na preservação da fauna amazônica.



