Quatis invadem batalhão ambiental em Passo Fundo em busca de pêssegos
Um episódio curioso chamou a atenção no 3º Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb BM) em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Na última terça-feira (17), cerca de 30 quatis foram registrados se alimentando de pêssegos dentro da sede do batalhão. A cena, que pode parecer uma invasão, na verdade tem uma explicação natural e reflete a dinâmica do habitat local.
Movimentação natural em área preservada
Os animais vivem em uma Área de Preservação Permanente (APP) de dois hectares que faz divisa com o quartel. Essa mata preservada é onde os quatis se alimentam, circulam e criam filhotes. De acordo com o tenente-coronel Jarbas Luiz Bohrer, o que surpreendeu desta vez não foi o comportamento, mas a quantidade de indivíduos reunidos.
"Nós observávamos poucos indivíduos no mato... Mas, ao ponto de 32 chegarem no quartel, pegarem suas frutas e retornarem para o mato, foi um episódio bem interessante", comentou o oficial.
Após se alimentarem dos pêssegos, os quatis retornaram imediatamente para a mata ao lado do quartel. O batalhão relata que, ao perceberem a aproximação de uma policial militar, os animais recuaram sem oferecer riscos.
Fenômeno comum em períodos de frutificação
Embora no 3º BPAmb BM não houvesse registros anteriores de tantos quatis juntos, grupos grandes já foram observados em outras áreas verdes de Passo Fundo, como o Bosque Lucas Araújo. Especialmente durante períodos de frutificação, como o de jabuticabeiras, os bandos tendem a se reunir para aproveitar a fartura de alimento disponível.
O episódio serve como um lembrete da biodiversidade que existe ao redor do quartel. Além dos quatis, outras espécies também circulam livremente pela APP e pelo campo da unidade, utilizando seu ambiente natural em busca de recursos.
Orientações para a população
O Batalhão Ambiental reforça algumas orientações importantes para quem encontrar um quati:
- Evitar qualquer tipo de contato direto
- Não tocar, não alimentar e não tentar espantar de forma agressiva
- Caso o animal se aproxime, fazer barulho à distância
- Manter lixeiras bem fechadas para não atrair grupos para áreas urbanas
Em condições normais, os quatis não representam risco para as pessoas. A movimentação registrada no batalhão reflete apenas a dinâmica natural do habitat onde vivem esses animais, que fazem parte da fauna nativa da região.



