Polícia Ambiental doa pescado apreendido na Piracema e divulga balanço da operação
Pescado apreendido na Piracema é doado e balanço é divulgado

Polícia Ambiental encerra Operação Piracema com doação e balanço positivo

A Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente (SP), concluiu oficialmente o período da Piracema 2025/2026 no último sábado (28), marcando o fim das ações de fiscalização intensiva que resultaram em números significativos de apreensões e autuações. Como parte das ações finais, parte do pescado apreendido durante a operação foi destinado ao Lar São Vicente de Paulo, em Dracena, no dia 26 de fevereiro, demonstrando um aspecto social do trabalho policial.

Balanço detalhado da operação mostra tendências preocupantes

O relatório completo da Operação Piracema, enviado ao g1 nesta quarta-feira (4), revela dados comparativos entre as temporadas 2024/2025 e 2025/2026 que apontam para uma mudança no padrão das infrações. Enquanto houve aumento expressivo em alguns indicadores, outros apresentaram redução significativa.

Os números mostram que:

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  • Os autos de infração de pesca subiram de 23 para 36
  • As embarcações apreendidas aumentaram de 2 para 6
  • As redes de pesca apreendidas saltaram de 3.032 para 10.665 metros
  • As horas navegadas em fiscalização cresceram de 745 para 919

Por outro lado, o volume de peixe apreendido caiu de 501,70 para 273,14 quilos, e o valor total das multas aplicadas reduziu de R$ 46.316,16 para R$ 28.341,46. Esta diminuição pode indicar maior eficiência nas ações preventivas ou mudança no comportamento dos infratores.

Estratégias que explicam os resultados

Em entrevista exclusiva à TV TEM, o capitão Júlio César Cacciari, comandante das operações, destacou que os resultados positivos são fruto de uma combinação estratégica de fatores. "A união de esforços entre nossas equipes, o uso avançado de ferramentas de inteligência policial e as denúncias qualificadas da população foram determinantes para ações mais assertivas", explicou o oficial.

O capitão ressaltou ainda que, mesmo com o término do período reprodutivo dos peixes, os pescadores – tanto amadores quanto profissionais – devem continuar atentos às normas vigentes. "A pesca se torna liberada para as espécies nativas, mas com diversas regras a serem seguidas ainda", alertou Cacciari, enfatizando a necessidade de manutenção das práticas legais.

O que muda após a Piracema: regras permitidas e proibições

Com o fim do período de restrição total, os pescadores licenciados passam a ter algumas permissões específicas, mas dentro de limites bem definidos:

  1. Utilização de caniço simples (vara ou bambu)
  2. Emprego de caniço com carretilha ou molinete
  3. Uso de isca natural ou artificial
  4. Utilização de linha de mão
  5. Emprego de espingarda de mergulho exclusivamente para captura de espécies exóticas e alóctones

No entanto, diversas proibições permanecem rigorosamente em vigor:

  • Pesca subaquática com aparelhos de respiração e iluminação artificial para espécies nativas
  • Atividade pesqueira em épocas ou locais interditados
  • Captura e transporte de peixes abaixo do tamanho mínimo permitido
  • Uso de materiais não autorizados como redes, tarrafas e espinhel
  • Transporte de quantidades superiores às permitidas por lei
  • Captura de espécies constantes na lista oficial de animais ameaçados de extinção

As penalidades para quem descumprir essas normas são severas, incluindo detenção de um a três anos, aplicação de multas e perda do produto da pesca, além de embarcações, veículos e todos os apetrechos utilizados na infração.

Canais de informação e denúncia permanecem ativos

O capitão Cacciari finalizou reforçando que a população pode e deve continuar colaborando com o trabalho da Polícia Ambiental. Para esclarecer dúvidas sobre pontos de pesca permitidos, regras específicas, unidades de conservação ou parques locais, os cidadãos podem entrar em contato pelo telefone (18) 3906-9200 ou através das redes sociais oficiais da corporação.

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Denúncias sobre atividades irregulares e reclamações sobre infrações ambientais também podem ser realizadas por esses mesmos canais, garantindo que a fiscalização continue eficiente mesmo fora do período da Piracema. A parceria entre sociedade e órgãos fiscalizadores se mostra fundamental para a preservação dos recursos pesqueiros da região.