Ouriço-pigmeu-africano é apreendido em mercado do Recife por venda ilegal
Ouriço-pigmeu-africano apreendido em mercado do Recife

Ouriço-pigmeu-africano é apreendido em mercado público do Recife

Um ouríço-pigmeu-africano foi apreendido por agentes do Batalhão de Polícia Ambiental no sábado (4), após ser encontrado sendo comercializado de forma ilegal no Mercado Público da Madalena, localizado na Zona Oeste do Recife. A operação foi divulgada pela Polícia Militar de Pernambuco no domingo (5), destacando a ação contra o crime ambiental.

Detalhes da apreensão e destino do animal

O animal, da espécie Atelerix albiventris – popularmente conhecido como "hedgehog" –, estava exposto em uma gaiola e não possuía qualquer autorização para comercialização, o que configura infração grave segundo a legislação ambiental brasileira. O homem que tentava vender o ouriço foi conduzido à Central de Flagrantes da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife.

Após a apreensão, o ouriço-pigmeu-africano foi inicialmente levado à sede do Batalhão de Polícia Ambiental, na cidade de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Posteriormente, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) Tangará, no bairro da Guabiraba, também na Zona Norte da capital pernambucana, onde passará por avaliação veterinária e receberá os cuidados necessários.

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Características da espécie e regulamentação

O ouriço-pigmeu-africano é um pequeno mamífero insetívoro originário da África, com medidas que variam entre 15 e 20 centímetros. Sua principal característica é o corpo coberto por espinhos curtos, utilizados como mecanismo de defesa. De hábitos noturnos, alimenta-se principalmente de insetos, frutas e pequenos invertebrados.

Apesar de ser comum como animal de estimação em alguns países, sua criação é considerada exótica no Brasil e exige controle ambiental rigoroso. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a criação e comercialização de animais silvestres e exóticos dependem de autorização específica e devem seguir regras estabelecidas na legislação, como a Lei de Crimes Ambientais.

Consequências legais e riscos ambientais

Apenas criadouros regularizados podem vender esse tipo de animal, com documentação que comprove a origem legal. Manter espécies sem licença pode resultar em multas e outras penalidades, além de representar riscos significativos ao equilíbrio ambiental e ao bem-estar do próprio animal. A Polícia Civil foi procurada para informar sobre o crime específico pelo qual o homem foi autuado, mas não havia respondido até a última atualização desta reportagem.

Este caso reforça a importância da fiscalização ambiental e da conscientização sobre o comércio ilegal de animais, que pode levar à extinção de espécies e desequilíbrios ecológicos. A apreensão no Mercado da Madalena serve como alerta para a necessidade de respeitar as normas de proteção à fauna silvestre no país.

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