Criança de 7 anos é atacada por cachorro em Arraial do Cabo; caso é enquadrado como omissão de cautela
Menino de 7 anos é mordido por cachorro em Arraial do Cabo

Uma criança de apenas 7 anos foi atacada por um cachorro enquanto brincava na rua na tarde desta segunda-feira (24), no bairro Canaã, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O menino foi mordido na perna e precisou ser levado imediatamente para atendimento médico de urgência. A família, profundamente abalada pelo incidente, registrou uma ocorrência na delegacia da cidade, buscando responsabilização pelos fatos.

Caso é enquadrado como omissão de cautela na guarda de animal

Conforme informações oficiais, o caso foi enquadrado como omissão de cautela na guarda ou condução de animal, de acordo com o Decreto-Lei nº 3.688/41, que trata de contravenções penais. Rafael Alvarenga, pai da criança, relatou em detalhes como o ataque ocorreu. Segundo ele, o filho estava em frente de casa, em uma rua sem saída, brincando com outras crianças quando o animal escapou do quintal vizinho.

Portão aberto e histórico de agressividade

"Ele estava brincando na frente da minha casa, com outras crianças, quando o cachorro se soltou do quintal. O portão estava aberto porque a família estava trocando ele de lugar. Ele veio direto para a rua e atacou meu filho", afirmou Rafael, visivelmente emocionado. O pai ainda revelou que não teria sido a primeira vez que o animal apresentou comportamento agressivo, indicando um padrão preocupante.

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"Já é a terceira vez com ele. A gente já vinha conversando com a família, pedindo providência, mas ninguém tomou", relatou o pai, destacando a falta de ação dos tutores do cachorro diante dos alertas anteriores. Após o ataque, a criança foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde local, onde recebeu os primeiros cuidados.

Ferimentos graves e preocupação com vacinação

"O susto foi muito grande. A gravidade foi grande na perna dele, mas graças a Deus foi só na perna. Foi um livramento", disse Rafael, aliviado por o ataque não ter sido ainda mais grave. No entanto, uma nova preocupação surgiu: o pai afirmou que o cachorro não seria vacinado, o que aumenta os riscos para a saúde da criança.

Por orientação médica, o menino deverá permanecer sob observação por cerca de dez dias, justamente por causa da questão da vacinação do animal. "O cachorro nunca tomou vacina. O médico pediu para ele ficar em observação por dez dias por causa da questão da vacinação", declarou o pai, ressaltando a negligência dos vizinhos em relação aos cuidados básicos com o animal.

Críticas às condições de guarda do animal

Rafael ainda criticou a forma como o animal seria mantido no imóvel vizinho, descrevendo uma situação de abandono e falta de cuidado. "É um cachorro que fica largado no quintal, preso o tempo todo. Não tem cuidado. A gente nunca esperava que isso fosse acontecer conosco", completou, expressando frustração e indignação com a postura dos responsáveis pelo cachorro.

O caso segue em investigação, e a reportagem aguarda posicionamento do tutor do animal para mais esclarecimentos. A ocorrência policial registrada pela família busca não apenas justiça para o incidente, mas também conscientização sobre a responsabilidade na guarda de animais domésticos, especialmente em áreas residenciais onde crianças circulam livremente.

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