Guarda Compartilhada de Pets: Nova Lei Aprovada pelo Senado Define Regras para Separações
Guarda Compartilhada de Pets: Nova Lei Aprovada pelo Senado

Guarda Compartilhada de Pets: Nova Lei Aprovada pelo Senado Define Regras para Separações

Com o aumento significativo de animais de estimação nos lares brasileiros, especialmente cães e gatos, as separações de casais ganharam um novo contorno. O PL 941/2024, aprovado pelo Senado na última terça-feira, 31 de março de 2026, reconhece o vínculo afetivo entre humanos e pets e permite a guarda compartilhada de animais em casos de divórcio ou dissolução de união estável.

A proposta, de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ) e relatada pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), não altera o direito de propriedade, mas estabelece que os animais devem ser considerados de propriedade comum quando tenham convivido a maior parte da vida com o casal. O texto segue agora para sanção da Presidência da República.

Como Funciona a Guarda Compartilhada de Pets

Nos casos em que não há acordo entre os ex-cônjuges sobre com quem fica o animal, cabe ao juiz estabelecer um regime equilibrado de convivência e divisão de despesas. A decisão judicial leva em conta diversos fatores, incluindo:

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  • Ambiente adequado para o animal
  • Condições de cuidado e zelo
  • Capacidade de sustento financeiro
  • Disponibilidade de tempo dos tutores

As despesas com alimentação e higiene ficam a cargo de quem estiver com o animal no período, enquanto custos como consultas veterinárias, internações e medicamentos devem ser divididos igualmente entre as partes. O descumprimento das regras estabelecidas pode levar à perda da guarda.

Exceções à Guarda Compartilhada

A guarda compartilhada não será concedida em situações específicas que envolvam:

  1. Histórico ou risco de violência doméstica ou familiar
  2. Indícios de maus-tratos ao animal

Nesses casos, a posse e a propriedade serão transferidas integralmente ao outro cônjuge, garantindo a proteção tanto do animal quanto das pessoas envolvidas.

Especialistas Alertam para o Bem-Estar dos Pets

Assim como ocorre com filhos de pais separados, os pets que passam a ter duas casas exigem atenção redobrada ao seu bem-estar. Mayara Andrade, médica-veterinária da Guabi Natural, destaca a importância da rotina alimentar: "Quando o pet passa a alternar entre dois ambientes, o ideal é que a alimentação permaneça o mais estável possível".

Isso inclui manter o mesmo alimento, respeitar horários estabelecidos e seguir as quantidades recomendadas. Mudanças frequentes na dieta podem causar desconfortos digestivos e dificultar o acompanhamento da saúde nutricional do animal.

Outro ponto crucial é o controle de petiscos, que não devem ultrapassar 10% da ingestão diária do animal. Os tutores precisam alinhar até mesmo os agrados, evitando ganho de peso excessivo e desequilíbrios nutricionais que possam comprometer a saúde do pet.

O planejamento conjunto entre os ex-cônjuges é fundamental para que o animal se adapte bem à nova dinâmica entre as duas casas, garantindo seu bem-estar físico e emocional durante todo o processo de transição.

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