Enxame de 'abelhas assassinas' suspende atividades na Universidade Estadual de Roraima
Um enxame de abelhas africanizadas, popularmente conhecidas como 'abelhas assassinas', provocou a suspensão das atividades acadêmicas do período da tarde e da noite na Universidade Estadual de Roraima (UERR), nesta sexta-feira (17). O incidente ocorreu no campus localizado no bairro Canarinho, em Boa Vista, capital do estado.
Medida de segurança preventiva
A interrupção das atividades foi adotada como uma medida de segurança preventiva, devido ao elevado risco de ataques por parte do enxame. Um memorando-circular assinado pelo diretor do campus, Walter Eduardo Ferreira Parente, alerta que a presença do enxame representa um risco significativo à integridade física de toda a comunidade acadêmica, incluindo estudantes, professores e funcionários.
O documento oficial esclarece que a simples presença de pessoas nas proximidades pode agitar as abelhas e aumentar consideravelmente o perigo de ataques em massa. Por essa razão, a administração da universidade optou pela suspensão imediata das aulas e pela liberação antecipada dos alunos, garantindo a segurança de todos.
Remoção programada pelo Corpo de Bombeiros
Segundo as informações contidas no memorando, o Corpo de Bombeiros Militar de Roraima foi acionado e realizará a remoção do enxame às 18 horas desta sexta-feira. A operação especializada é necessária devido ao comportamento agressivo e defensivo característico das abelhas africanizadas.
Características das 'abelhas assassinas'
As chamadas 'abelhas assassinas' são resultado do cruzamento entre a abelha africana Apis mellifera scutellata e variedades europeias da espécie Apis mellifera. Elas ganharam esse apelido alarmante por serem consideradas muito mais defensivas do que outras abelhas melíferas.
Quando se sentem ameaçadas, essas abelhas tendem a atacar em grupo e podem perseguir uma possível ameaça por longas distâncias, diferentemente de outras espécies que geralmente picam apenas uma ou poucas vezes. O veneno, conhecido como apitoxina, possui uma toxicidade semelhante ao de outras abelhas, mas o grande perigo reside na quantidade.
Centenas ou milhares de picadas simultâneas podem levar a uma síndrome de envenenamento grave e, em casos extremos, até à morte, mesmo em indivíduos que não possuem alergia conhecida a picadas de abelha.
Histórico de ataques em Boa Vista
Este não é o primeiro incidente envolvendo abelhas africanizadas na capital roraimense. Em fevereiro deste ano, três crianças foram atacadas por um enxame no bairro Jardim Primavera, na zona Oeste de Boa Vista. As vítimas sofreram múltiplas picadas, principalmente nas regiões da cabeça e das mãos, necessitando de atendimento médico.
O episódio reforça a necessidade de cautela e de protocolos de segurança rápidos quando esses enxames são identificados em áreas urbanas ou de grande circulação de pessoas, como instituições de ensino.
Impacto nas atividades universitárias
A suspensão das atividades acadêmicas na UERR demonstra a seriedade com que a instituição trata a segurança de sua comunidade. A medida, embora cause transtornos logísticos e pedagógicos, é vista como necessária e responsável diante do risco iminente representado pelo enxame.
A universidade aguarda a conclusão da remoção pelo Corpo de Bombeiros para comunicar o retorno seguro das atividades normais no campus do bairro Canarinho.



