Elefante-marinho Leôncio é encontrado morto no litoral de Alagoas após desaparecimento
Elefante-marinho Leôncio é encontrado morto em Alagoas

Elefante-marinho Leôncio é encontrado morto no litoral sul de Alagoas

Um elefante-marinho foi encontrado morto na tarde de terça-feira, 31 de março, no povoado Lagoa Azeda, localizado em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas. O Instituto Biota, organização que monitorava o animal, acredita que se trate do mesmo elefante-marinho batizado de Leôncio pela população através de uma enquete nas redes sociais.

Monitoramento e desaparecimento

De acordo com informações do Instituto Biota, Leôncio foi visto pela última vez na sexta-feira, 27 de março, em um município do litoral alagoano. Após essa data, o animal não foi mais reavistado, levantando preocupações entre os especialistas que acompanhavam seus movimentos desde sua primeira aparição em 11 de março na Barra de Santo Antônio.

Uma equipe do Biota foi deslocada até o local para recuperar o corpo do animal, que já se encontrava em estado avançado de decomposição. Os pesquisadores planejam realizar um exame de necropsia nesta quarta-feira, 1º de abril, para tentar determinar as causas da morte do mamífero marinho.

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O turista ilustre que conquistou corações

Desde sua chegada às praias alagoanas no início de março, o jovem elefante-marinho-do-sul, com aproximadamente dois metros de comprimento, transformou-se em uma verdadeira atração turística. Percorrendo diversas praias do estado, o animal foi carinhosamente batizado de Leôncio após uma votação popular organizada pelo Instituto Biota nas redes sociais.

O nome escolhido superou outras opções criativas como "Elefôncio", "Soneca" e "Tonho", demonstrando o carinho que a população desenvolveu pelo visitante inesperado. Por onde passou, Leôncio conquistou a simpatia tanto dos moradores locais quanto dos turistas que visitavam a região.

Angela Daneluce, natural de Birigui, no interior de São Paulo, compartilhou sua experiência: "Foi um momento bem inusitado, porque nós moramos no interior de São Paulo, em Birigui, que fica longe da praia. Então, quando viemos para Maceió e ficamos sabendo desse elefante-marinho, para nós foi um atrativo bem bacana. Por isso, viemos aqui, neste local tão maravilhoso, ver o elefante-marinho".

Cuidados e medidas de proteção

Apesar da popularidade do animal, o Instituto Biota sempre reforçou a importância de manter distância e evitar qualquer tipo de interação com elefantes-marinhos. As normas de segurança estabelecem que as pessoas não devem tocar, alimentar ou se aproximar excessivamente de animais silvestres, sob risco de multa que pode chegar a R$ 5 mil.

Bruno Stefanis, diretor-presidente do Biota, explicou que além do limite físico de aproximação, a presença de drones tem incomodado o animal durante seu processo natural de troca de pele e pelos. "As normas são legislações estadual e federal que estabelecem esses limites de aproximação com o animal, justamente para garantir a tranquilidade e assegurar que ele descanse e economize energia para que, ao concluir a troca de pele, tenha energia suficiente para voltar ao local de origem", detalhou Stefanis.

O diretor-presidente ainda alertou que o animal necessitava de isolamento em um raio de 30 metros e que, com a maré cheia, poderia se aproximar ainda mais das áreas habitadas. Por isso, a população deveria ter cuidado adicional com possíveis zoonoses, doenças que podem ser transmitidas entre animais e seres humanos.

A morte de Leôncio representa uma perda significativa para a comunidade que o acompanhava com interesse e afeto, destacando a importância da conservação marinha e do respeito aos habitats naturais dos animais silvestres que eventualmente visitam regiões costeiras brasileiras.

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