Capivara morre após ser atropelada na Rodovia Salim Antônio Curiati
Uma capivara adulta foi encontrada morta na Rodovia Salim Antônio Curiati (SP-245), em Cerqueira César, no interior de São Paulo, no último domingo (19). O incidente ocorreu em um trecho da rodovia que corta a região, levantando preocupações sobre a segurança de animais silvestres nas estradas.
Suspeita de atropelamento por caminhão
De acordo com informações da Defesa Civil Municipal, a suspeita é de que o animal tenha sido atropelado por um caminhão. A hipótese foi levantada após análise do local do acidente, que apresentava características incompatíveis com colisões envolvendo veículos menores.
A capivara pesava entre 70 e 80 quilos, um porte considerável que normalmente causaria danos visíveis em caso de colisão com automóveis. "Se fosse um carro que tivesse atingido o animal, certamente haveria destroços espalhados pela pista", explicou um representante da Defesa Civil. "Mas o local foi encontrado completamente limpo, o que nos leva a crer que foi um veículo de grande porte".
Remoção e destinação do corpo
Após a descoberta, o corpo da capivara foi removido do local pela equipe de atendimento. O animal foi encaminhado ao aterro sanitário municipal, onde existe uma área específica reservada para o enterro de animais mortos encontrados nas vias públicas.
A região onde ocorreu o acidente é conhecida pela presença de fauna silvestre, incluindo capivaras que frequentemente cruzam as rodovias em busca de água e alimento. Especialistas alertam para os riscos que esses animais enfrentam com o aumento do tráfego nas estradas rurais.
Preocupação com a segurança viária
O incidente reacende o debate sobre medidas de proteção à fauna nas rodovias paulistas. Embora não tenha havido danos materiais ou feridos humanos neste caso específico, acidentes envolvendo animais de grande porte podem representar perigo tanto para os motoristas quanto para os animais.
Autoridades locais reforçam a importância da atenção redobrada ao trafegar por trechos rurais, especialmente durante o amanhecer e o entardecer, quando muitos animais silvestres estão mais ativos. A sinalização adequada e a redução de velocidade em áreas de risco são medidas frequentemente recomendadas para prevenir esse tipo de ocorrência.
O caso serve como alerta para a necessidade de equilíbrio entre o desenvolvimento das infraestruturas viárias e a preservação da biodiversidade regional, um desafio constante para as autoridades ambientais e de trânsito no estado de São Paulo.



