Imagens de câmeras de segurança revelam perseguição policial antes da morte de médica no Rio
Imagens mostram perseguição policial antes de morte de médica no Rio

Imagens de câmeras de segurança revelam perseguição policial antes da morte de médica no Rio

A Polícia Civil obteve acesso a imagens de câmeras de segurança de ruas próximas ao local onde a médica Andréa Marins foi morta no último domingo (15) em Cascadura, Zona Norte do Rio de Janeiro. As gravações mostram uma perseguição realizada por policiais militares a um veículo Corolla Cross na cor prata, que supostamente estava ocupado por criminosos, momentos antes do falecimento da profissional de saúde.

Reconstituição do trajeto e investigação aprofundada

Os investigadores estão analisando minuciosamente essas imagens com o objetivo principal de reconstituir por onde passaram tanto o carro da médica quanto os policiais que o abordaram na Rua Palatinado, local do incidente fatal. Na tarde desta quinta-feira (19), promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público se reuniram com agentes e delegados ligados à investigação na Delegacia de Homicídios da Capital.

Durante a reunião, os promotores destacaram que a Polícia Civil ainda não recebeu uma notificação oficial da Polícia Militar confirmando se as câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência estavam desligadas devido à falta de bateria. Essas imagens, consideradas decisivas para esclarecer a dinâmica completa do caso, infelizmente não foram registradas, o que complica a apuração dos fatos.

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Detalhes do incidente e abordagem policial

Andréa Marins foi morta durante uma perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio, na noite de domingo (15). A suspeita que permeia a investigação é de que os agentes tenham confundido o carro da vítima com o de criminosos, levando a uma tragédia evitável. Segundo relatos de moradores da região, a médica tinha acabado de sair da casa dos pais quando foi baleada dentro de um carro modelo Corolla, estacionado na Rua Palatinado.

Imagens feitas no local do crime mostram um policial abordando o carro da médica e dando ordens por aproximadamente um minuto, com frases como: "Desce do carro. Desce ou vai morrer, irmão". Sem obter resposta, o agente bate com o fuzil na janela do veículo e repete a ordem: "Desce do carro, desce". De acordo com as informações da investigação, a médica já estava morta nesse momento, tendo acabado de deixar a residência dos pais.

Medidas tomadas e andamento do caso

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer todos os aspectos envolvidos na morte de Andréa Marins. A Polícia Militar informou que os policiais militares que participaram da ação foram afastados preventivamente das ruas até a conclusão das investigações, como medida de precaução e transparência.

As imagens das câmeras de segurança são vistas como cruciais para entender a sequência de eventos que levaram à morte da médica, especialmente considerando a ausência de registros das câmeras corporais dos policiais. A comunidade local e familiares aguardam respostas, enquanto as autoridades trabalham para reconstituir os fatos e garantir que a justiça seja feita.

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