Suspeito de integrar milícia é preso após agredir namorada e ameaçar família no Rio de Janeiro
Um homem suspeito de fazer parte de uma milícia atuante na Zona Oeste do Rio de Janeiro foi preso nesta segunda-feira, 20 de maio, por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da região. A detenção ocorreu após ele ser acusado de cometer graves agressões contra a namorada e de ameaçar matar pessoas próximas a ela, em um caso que chocou a comunidade de Campo Grande.
Violência extrema contra a vítima
O crime aconteceu há dois dias, segundo informações da Polícia Civil. A vítima, identificada como Isabela Matos da Costa, sofreu uma série de agressões físicas que incluíram socos, tapas e pontapés desferidos pelo suspeito. As imagens registradas após o ataque mostram que ela ficou com hematomas visíveis por todo o corpo, cortes profundos no rosto e fraturas no nariz e na boca, indicando a brutalidade da violência.
Além das lesões corporais, a residência de Isabela também foi alvo de depredação durante o episódio, com danos materiais significativos relatados no local. A delegada responsável pela investigação, Fernanda Catherine, solicitou à Justiça a decretação da prisão do acusado, que foi prontamente atendida pelas autoridades judiciais.
Itens suspeitos apreendidos e ligação com milícia
Durante a ação policial que resultou na prisão, os agentes da Deam Oeste apreenderam um veículo ligado ao suspeito, Marlon Oliveira da Silva, conhecido pelo apelido de "Red Bull". Dentro do carro, foram encontrados itens que chamaram a atenção das autoridades, incluindo roupas semelhantes às utilizadas por policiais e porta-carregadores, além de indícios de adulteração no automóvel.
A delegada Fernanda Catherine confirmou que o homem foi autuado não apenas pelos crimes de lesão corporal, ameaça, injúria, dano e violação de domicílio, mas também por sua suposta ligação com atividades milicianas. A investigação segue apurando a atuação do suspeito em grupos paramilitares que atuam na Zona Oeste do Rio, uma região historicamente afetada por esse tipo de organização criminosa.
Ameaças de morte em áudio revelam gravidade do caso
A polícia analisou um áudio atribuído ao suspeito, no qual ele faz ameaças explícitas contra uma pessoa próxima da vítima. Em um trecho, ele afirma: "Eu vou te dar a oportunidade de você se explicar. Entendeu? Eu já entreguei tudo, estou indo embora do bairro. Quase matei a Isabela. Elen, se você não me ligar e se explicar, eu vou te matar, vou matar sua mãe e vou matar todo mundo".
Em outro momento do mesmo áudio, o suspeito intensifica as ameaças, dizendo: "Você mentiu pra mim. Eu te tratei como se fosse minha filha, minha irmã. Você deu uma de maluca. Ou você me liga para se explicar, ou eu vou te matar". Ele completa: "Eu to indo embora. Não trai, não conspirei. Eu amo esse lugar, mas to indo embora por causa de você. Ou você me liga para se explicar, ou vou matar sua família toda. Pode se esconder aonde for, eu vou te matar".
A Polícia Civil continua investigando o caso em todas as suas dimensões, buscando esclarecer completamente a atuação do suspeito e suas conexões com grupos criminosos. O episódio reforça os desafios enfrentados pelas autoridades no combate à violência doméstica e às milícias no estado do Rio de Janeiro.



