Um homem de 54 anos foi preso na manhã de domingo (18) na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A prisão preventiva foi decretada após o indivíduo ser apontado como suspeito de incendiar a casa de sua ex-companheira. O crime ocorreu apenas um dia depois dela conseguir uma medida protetiva de urgência contra ele, devido a ameaças.
Crime ocorreu após descumprimento de ordem judicial
De acordo com a Polícia Civil, o imóvel localizado em Rio Grande foi completamente destruído pelas chamas. Por uma sorte imensa, a vítima e suas filhas não estavam dentro de casa no momento do incêndio. A investigação apurou que o suspeito havia feito uma série de ameaças repetidas, nas quais afirmava que iria colocar fogo na residência e matar a ex-companheira e as crianças.
A mulher havia registrado uma ocorrência policial e solicitado as medidas protetivas no sábado (17), um dia antes do ataque. A Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar foi até o endereço para fiscalizar o cumprimento da ordem judicial e foi quem constatou que a casa havia sido incendiada.
Prisão preventiva e caminhos para denúncia
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPPGV), no bairro Boa Vista, com apoio de outras delegacias e da Operação Verão. A decisão pela prisão preventiva foi baseada no claro descumprimento da proteção legal e na extrema gravidade do caso, com o objetivo principal de garantir a integridade física da vítima e de suas filhas.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Este caso evidencia a importância dos mecanismos de proteção e a necessidade de agilidade e eficácia na sua aplicação.
Como buscar ajuda em casos de violência doméstica no RS:
- Disque 180 para a Central de Atendimento à Mulher.
- Procure uma Delegacia de Polícia ou a Delegacia da Mulher mais próxima.
- Acione a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar.
- Busque apoio em serviços especializados oferecidos pelas prefeituras e governos estaduais.
Este triste episódio serve como um alerta sobre a persistência da violência doméstica e a importância de a vítima não hesitar em registrar a ocorrência e buscar todas as medidas de proteção disponíveis, além de contar com o apoio da rede de atendimento.