Homem preso por agressão e cárcere privado contra companheira em Aracaju
Preso por agressão e cárcere privado em Aracaju

Um homem foi preso nesta quinta-feira, 15 de fevereiro, acusado de cometer agressões e manter sua companheira em situação de cárcere privado no município de Estância, região metropolitana de Aracaju, Sergipe. A prisão ocorreu após a vítima conseguir pedir ajuda durante um atendimento médico no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

Vítima pede ajuda durante atendimento médico

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil de Sergipe, a mulher agredida foi levada pelo companheiro ao Huse para receber tratamento em decorrência das lesões sofridas. Foi no ambiente hospitalar que ela encontrou a oportunidade de denunciar a situação e solicitar auxílio às autoridades presentes.

A vítima conseguiu se comunicar com policiais penais que estavam no local, relatando as agressões e o confinamento a que era submetida. Imediatamente, tanto o agressor suspeito quanto a mulher foram encaminhados para o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) da Polícia Civil, onde as providências legais foram tomadas.

Operação e prisão realizada pelo GTOP

A ação policial que resultou na prisão do homem foi conduzida pelo Grupo Tático de Operações Penitenciárias (GTOP). O coordenador do grupo, Rômulo Cesar, confirmou os detalhes do caso e a condução dos envolvidos para a delegacia especializada.

As investigações apontam que os crimes de agressão e cárcere privado estavam ocorrendo na cidade de Estância. A ida ao hospital, que parecia uma atitude de cuidado por parte do agressor, na verdade se tornou o momento crucial para a interrupção do ciclo de violência.

Encaminhamento para delegacia especializada

Após a abordagem no Huse, o caso foi direcionado ao DAGV, unidade da Polícia Civil de Sergipe especializada no atendimento a grupos em situação de vulnerabilidade, como vítimas de violência doméstica e familiar. Este procedimento é padrão para garantir um acolhimento adequado e a coleta de provas técnicas.

A prisão do homem foi efetivada, e ele deve responder judicialmente pelos crimes de lesão corporal e cárcere privado. A vítima recebeu atendimento psicossocial e deve contar com as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

O caso reforça a importância dos canais de denúncia e da atenção de profissionais de saúde e segurança para sinais de violência. A coragem da vítima em pedir ajuda em um momento de vulnerabilidade foi determinante para o desfecho.