Petrolina investiga agressão a criança autista em centro de educação infantil
Petrolina investiga agressão a criança autista em escola

Petrolina investiga caso de agressão a criança autista em centro municipal de educação

Um grave caso de agressão contra uma criança autista de cinco anos está sob investigação em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O incidente teria ocorrido no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Dr. Cardoso de Sá, localizado no bairro José e Maria, e envolve denúncias de comportamento abusivo por parte de um professor.

Relato da mãe: cenas de gritos e ameaças

A autônoma Vitória de Lima narrou à polícia que, ao buscar seu filho na instituição, presenciou o professor "gritando muito alto" com a criança, utilizando palavrões e ameaçando "esfregar a cara dele na mesa". O motivo apontado teria sido o fato do menino ter riscado a mesa com giz e cera.

"Quando eu apareci na porta, ele se assustou, quando me viu, ele mudou a fisionomia", descreveu a mãe, que imediatamente registrou um boletim de ocorrência.

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Posteriormente, a criança revelou à mãe outro episódio ocorrido mais cedo: "Mamãe, quando foi na hora do almoço, eu derramei um pouquinho de comida na mesa e ele puxou minha orelha, porque eu fiz isso".

Criança com autismo e falta de suporte adequado

O menino possui transtorno do espectro autista com nível de suporte dois, o que demanda acompanhamento especializado. Vitória de Lima destacou que, embora a legislação garanta um professor de apoio, no momento dos fatos havia apenas o professor regente na sala de aula.

"Educar é uma coisa, agora você ameaçar uma criança, confrontar uma criança do espectro autista, principalmente, não é justo isso de jeito nenhum", afirmou a mãe, emocionada.

Família busca afastamento do professor e questiona medida da escola

A família, com assistência jurídica da advogada Eskarlety Gonçalves, está movendo esforços para garantir o afastamento do professor envolvido. A profissional criticou a solução inicial apresentada pela instituição, que seria mudar a criança de turma.

"Aqui a gente está falando de uma criança atípica. Uma simples mudança não é bem aceita. Acaba que a criança, além de sofrer a agressão, também está sofrendo uma punição. Nosso principal intuito primeiro vai ser tentar o afastamento", explicou a advogada.

Posicionamento da Secretaria de Educação de Petrolina

Em nota oficial, a Secretaria de Educação de Petrolina informou que instaurou um processo de sindicância para apuração detalhada dos fatos e já iniciou a oitiva dos envolvidos. A pasta comprometeu-se a analisar o material coletado e, caso sejam confirmadas práticas abusivas, garantir a responsabilização cabível.

A secretaria reforçou que qualquer caso de abuso na rede escolar será combatido com rigor, reafirmando o compromisso com um ambiente educacional seguro e respeitoso para todos os alunos, especialmente aqueles com necessidades especiais.

A sindicância em andamento busca esclarecer completamente as circunstâncias do ocorrido, enquanto a comunidade aguarda medidas concretas para prevenir novos episódios e assegurar o bem-estar das crianças na rede municipal de ensino.

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