Júri em Sorocaba decide destino de acusado por feminicídio de esposa grávida
Nesta terça-feira (31), a Justiça de Sorocaba, no interior de São Paulo, inicia o julgamento por júri popular de Sander Cristian de Almeida, acusado de cometer feminicídio contra sua companheira, Talita Aparecida Costa, em 2022. O caso, que ganhou ampla repercussão na região, envolve uma vítima grávida de cinco meses e um desaparecimento que durou três meses antes do trágico desfecho.
Detalhes do crime que chocou a cidade
Talita Aparecida Costa estava em união estável com Sander quando desapareceu em maio de 2022. Sua irmã, Cássia Alves, que reside em Goiânia (GO), foi quem denunciou o sumiço após estranhar a falta de contato diário. "Para mim, estar revivendo tudo isso agora está sendo muito difícil. Mas estou com a certeza de que a justiça vai ser feita", desabafa Cássia, expressando a dor de enfrentar novamente os detalhes do caso.
O corpo de Talita foi encontrado apenas em agosto de 2022, em uma área de mata no bairro Wanel Ville, na zona oeste de Sorocaba. A investigação apontou que a vítima foi assassinada brutalmente, com o réu respondendo por feminicídio com agravantes de motivo torpe e uso de meio cruel, sem chances de defesa para Talita.
Repercussão e contexto do julgamento
O advogado da família da vítima, Ricardo Rocha, enfatiza a gravidade do crime e seu simbolismo. "Ela estava grávida de cinco meses e foi assassinada brutalmente pelo próprio marido. É fundamental destacar que esse júri acontece no Mês da Mulher. Então espero que esse caso sirva de alerta para combater a violência contra as mulheres", afirma Rocha, conectando o julgamento a questões mais amplas de violência doméstica.
Sander Cristian de Almeida está preso preventivamente desde novembro de 2023 na penitenciária de Guareí (SP). A defesa do acusado não se manifestou até o momento, conforme tentativas de contato pela reportagem.
Impacto na comunidade e busca por justiça
O caso de Talita não apenas expõe um crime hediondo, mas também reflete desafios persistentes na proteção às mulheres. A demora na localização do corpo e as circunstâncias do feminicídio ressaltam a necessidade de atenção a sinais de violência doméstica.
- Vítima grávida de cinco meses, aumentando a brutalidade do crime.
- Desaparecimento prolongado por três meses antes da descoberta do corpo.
- Julgamento ocorrendo em período significativo para debates sobre direitos das mulheres.
Enquanto a comunidade de Sorocaba acompanha o desenrolar do júri, a família de Talita busca encerramento e justiça, esperando que a condenação sirva como um marco no combate à violência de gênero na região.



