Polícia investiga bebê que voltou de creche com nariz trincado e hematomas em Valentim Gentil
Bebê volta de creche com nariz trincado e hematomas em SP

Polícia investiga caso de bebê que voltou de creche com nariz fraturado e hematomas em Valentim Gentil

A polícia de Valentim Gentil, no interior de São Paulo, investiga um caso grave envolvendo uma bebê de apenas um ano que retornou da creche com hematomas pelo corpo e o nariz trincado. A mãe da criança, Leticia Cristina de Carvalho, registrou um boletim de ocorrência na sexta-feira (10) após buscar a filha na Creche Escola Professora Doralice Bonan Bruzadin e constatar os ferimentos.

Família contesta versão da creche sobre acidente

De acordo com o relato dos pais, na tarde de quinta-feira (9), o pai da bebê, Ivan Alves Fuzari, recebeu uma ligação da unidade informando que a menina havia caído e machucado o nariz. Ao buscar a criança por volta das 15h, ele notou que a filha estava com o nariz avermelhado e inchado, além de diversas marcas pelo corpo.

Em entrevista à TV TEM, Ivan revelou que a família recebeu informações contraditórias da creche. "Eram 10 horas da manhã e ligaram me dizendo que ela tinha recebido uma mordidinha no braço. Nós temos um grupo da creche e pensei: 'Até entendo que todos são crianças, um empurra e o outro morde o braço'. Mas, eram 3 horas da tarde e me ligaram de novo, dessa vez falando que ela tinha tropeçado em um tatame e batido o rosto na parede. Queremos saber o que realmente aconteceu", declarou o pai.

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Exames confirmam gravidade dos ferimentos

A criança foi levada imediatamente a uma unidade de saúde em Votuporanga (SP), onde passou por exame de raio-X que constatou a fratura no nariz. No dia seguinte, a família retornou à creche para exigir explicações, mas a direção informou que não estava presente no momento do ocorrido.

A cuidadora responsável pela sala afirmou aos pais que a menina tropeçou no tatame e bateu o rosto contra a parede, sem que houvesse sangramento e com aparência de tombo leve. Esta versão, no entanto, é totalmente contestada pela família, que se preocupa especialmente com a ausência de câmeras de monitoramento na instituição.

Mãe planeja retirar filha da creche

Leticia Cristina de Carvalho expressou sua intenção de tirar a filha da instituição de ensino. "Ela não está indo à creche por enquanto, está ficando com a minha mãe. Inclusive comentei até que estou pensando em tirar ela da creche. Pensando em pagar uma babá ou minha mãe ajudar a cuidar em casa, porque a gente fica com medo né", finalizou a mãe.

A bebê passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e a prefeitura municipal, responsável pela creche, informou que se solidariza com a família e que o caso está sendo apurado para que as medidas cabíveis sejam tomadas. A administração municipal também comunicou que iniciou a implantação de câmeras na unidade, com cobertura em todas as salas.

Outro caso semelhante mobiliza comunidade

Na manhã desta segunda-feira (13), mães de alunos realizaram uma manifestação em frente à Prefeitura de Valentim Gentil, cobrando respostas do poder público e afirmando que não se trata de um caso isolado no município.

A dona de casa Cássia Diogo Martins relatou à TV TEM que seu filho Murilo, de 33 anos, que tem paralisia cerebral e estuda no Centro Educativo Amor e Paz (CEAP), também apareceu com um hematoma em um dos olhos em 2025. "Ele chegou em casa em uma sexta-feira e, à noite, eu comecei a perceber que o olho dele ficou com uma cor diferente. No decorrer do fim de semana, o olho ficou roxo. Consta nos laudos que houve uma lesão e eu só queria uma explicação, que ainda não me deram", disse a mãe.

Conforme apurado pela TV TEM, como não havia câmeras de monitoramento na instituição de ensino na época, a denúncia feita por Cássia foi arquivada. A Prefeitura de Valentim Gentil explicou que o caso de Murilo foi investigado em um processo administrativo, mas o procedimento foi encerrado por falta de provas.

Os dois casos evidenciam a preocupação das famílias com a segurança das crianças nas instituições de ensino do município e a necessidade de maior transparência e responsabilidade por parte das autoridades educacionais.

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