Justiça concede habeas corpus e manda soltar MC Ryan SP
Justiça manda soltar MC Ryan SP com medidas cautelares

A Justiça Federal concedeu habeas corpus e ordenou a soltura do funkeiro MC Ryan SP, que estava preso desde o fim de abril na Penitenciária 2 de Mirandópolis, interior de São Paulo. A decisão foi confirmada pelo UOL e também beneficiou Diogo Santos de Almeida, outro detido na Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a casas de apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

Medidas cautelares impostas

Apesar da soltura, os cantores e Diogo terão que cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, informar o endereço onde podem ser encontrados e comunicar qualquer mudança. Eles também deverão comparecer a todos os atos do processo, não poderão deixar a cidade onde moram por mais de cinco dias sem autorização judicial e terão de se apresentar mensalmente em juízo para comprovar suas atividades. Além disso, estão proibidos de deixar o país sem autorização e deverão entregar seus passaportes, caso os possuam.

Fundamentos da decisão

O tribunal federal considerou que ainda não havia denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal contra os investigados. A Justiça entendeu que houve excesso de prazo na prisão preventiva e que faltavam elementos concretos para justificar a manutenção da prisão. O advogado Fernando Henrique Cardoso, que defende MC Poze do Rodo, comemorou a decisão: "Nosso pedido de extensão foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brendon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal."

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Outras solturas

Anteontem, Henrique Viana, conhecido como "Rato Love Funk", também foi solto após decisão da Justiça. A defesa de "Rato", conduzida pelo criminalista Aury Lopes Jr., afirmou em nota que a "prisão se mostrava totalmente arbitrária e desnecessária" e que "reafirma sua inocência".

O esquema e o papel de MC Ryan

MC Ryan é apontado pela Polícia Federal como líder e beneficiário econômico do esquema. Segundo a apuração, Ryan usava empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. Para blindar seu patrimônio, o MC transferiu a participação em empresas para familiares e operadores financeiros. Para lavar dinheiro obtido de forma ilegal, ele comprava imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor, conforme a PF.

Apreensões e bloqueios

A Operação Narco Fluxo resultou no bloqueio de cerca de R$ 1,6 bilhão e na apreensão de aproximadamente R$ 20 milhões apenas em veículos de luxo, segundo o delegado Marcelo Maceiras. Ao todo, foram cumpridos 90 mandados judiciais, entre buscas e prisões, em oito estados e no Distrito Federal. Maceiras afirmou que "a PF segue o caminho do dinheiro" e que o trabalho começou ainda em 2023, com a apreensão de um veleiro com drogas. O delegado disse que, ao rastrear recursos do tráfico de drogas, a investigação chega inevitavelmente a organizações criminosas, mas evitou citar grupos específicos, embora tenha afirmado que "parte do dinheiro" tem origem no tráfico.

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