A televisão estatal do regime dos aiatolás exibiu a apreensão dos navios MSC Francesca, com bandeira do Panamá, e Epaminondas, da Libéria. O uso de lanchas com metralhadoras e ataques surpresa é a estratégia do Irã para confiscar embarcações no estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
Queda drástica no tráfego marítimo
De acordo com o sistema de rastreamento Marine Traffic, nas últimas 24 horas, apenas cinco navios cruzaram o estreito. Para efeito de comparação, antes do início do conflito, cerca de 130 embarcações passavam diariamente pelo local. Entre os poucos que conseguiram transitar está um petroleiro iraniano. Nenhum dos enormes superpetroleiros que abastecem os mercados globais de energia conseguiu avançar.
A empresa de transporte marítimo de contêineres Hapag-Lloyd informou que um de seus navios cruzou o estreito, mas não forneceu detalhes adicionais.
Bloqueio e contra-bloqueio
Os Estados Unidos ainda não encontraram uma maneira de reabrir o estreito, que está bloqueado pelo Irã para quase todos os navios, com exceção dos iranianos, desde o início da guerra, há oito semanas. O regime dos aiatolás demonstrou seu controle esta semana ao apreender dois enormes navios de carga na região.
Na semana passada, o presidente Donald Trump impôs um bloqueio separado à navegação iraniana, com forças americanas abordando vários navios iranianos em águas internacionais. O Irã afirma que não reabrirá o estreito até que Trump suspenda esse bloqueio.
Minas e violações de cessar-fogo
O Irã lançou mais minas no estreito de Ormuz no início desta semana, conforme noticiou o repórter da Axios, Barak Ravid, na sexta-feira. A ação ocorreu pouco depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmar que novas tentativas de colocar minas seriam uma violação do cessar-fogo. As imagens da operação foram divulgadas pela Reuters.



