Soldado das forças especiais dos EUA é preso por lucrar com aposta na captura de Maduro
Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos, que participou da operação que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, foi detido por autoridades federais nesta quinta-feira. De acordo com a rede de TV ABC News, o militar é acusado de lucrar mais de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões) em apostas na plataforma Polymarket, relacionadas à destituição do presidente venezuelano.
Fontes ligadas ao Departamento de Justiça dos EUA indicam que investigadores descobriram que o soldado utilizou informações privilegiadas para realizar apostas no valor de US$ 33 mil apenas algumas horas antes do anúncio oficial da prisão de Maduro pelo presidente Donald Trump, em janeiro de 2026. A movimentação atípica no mercado de previsões levantou suspeitas imediatas, desencadeando uma investigação de meses que culminou na detenção do militar por uso de dados sigilosos para obter ganhos financeiros.
A ABC News procurou representantes do Departamento de Justiça, mas eles não comentaram o caso. O nome do soldado não foi divulgado até o momento.
Como funcionou a aposta
O ganho ocorreu porque o soldado comprou contratos quando eles ainda estavam com preços muito baixos, antes da divulgação da operação militar dos Estados Unidos que levou à prisão do líder venezuelano. Após o anúncio da operação e da captura de Maduro, o preço dos contratos subiu rapidamente. Com isso, o valor da posição do investidor aumentou de forma expressiva, gerando um lucro estimado em US$ 410 mil, segundo dados da Polymarket.
A valorização ocorreu porque esses contratos pagam US$ 1 quando o evento previsto se confirma. Quem compra quando o preço está baixo e acerta o resultado obtém um retorno elevado em pouco tempo. Foi exatamente o que aconteceu neste caso, já que o investidor entrou antes da notícia se tornar pública.
Registros da Polymarket
Os registros da Polymarket mostram que a conta anônima foi criada no mês passado. Em 27 de dezembro, o investidor comprou contratos no valor de US$ 96 que renderiam lucro caso os EUA realizassem uma operação militar na Venezuela até 31 de janeiro. Nos dias seguintes, ele fez novas apostas do mesmo tipo, sempre quando os preços ainda estavam baixos.
Mercados de previsão como a Polymarket funcionam com contratos simples de “sim” ou “não”. Os usuários apostam em eventos ligados a esportes, entretenimento, política e economia. Quando o evento acontece, o contrato paga US$ 1. Caso contrário, perde o valor investido.



