Dois comerciantes foram presos em flagrante na quarta-feira (13) por comercializar bebidas alcoólicas falsificadas em estabelecimentos localizados nas cidades de Águas da Prata e São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil após denúncia formal da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), que identificou indícios de adulteração em produtos expostos à venda.
Denúncia e primeira prisão em Águas da Prata
De acordo com as autoridades, um representante da Abrabe compareceu à delegacia para relatar a suspeita de que algumas conveniências estariam oferecendo bebidas com sinais de adulteração. A partir dessa informação, os policiais civis, acompanhados do representante, dirigiram-se a uma conveniência localizada na Avenida Doutor Eduardo Lírio, no bairro Jardim Águas da Prata, por volta das 15h50.
No local, os agentes encontraram duas garrafas de uísque e uma de vodka expostas para venda, todas com indícios claros de adulteração. As características analisadas — como tampa, rótulo, contrarrótulo e selo do IPI — não correspondiam aos padrões dos produtos originais. Além das bebidas, o celular do suspeito foi apreendido, assim como duas fichas de sorteios não autorizados pela loteria, que estavam sobre o balcão. O comerciante assumiu a propriedade das mercadorias ilícitas e afirmou possuir notas fiscais das bebidas. Ele foi conduzido à delegacia e posteriormente encaminhado à cadeia, onde aguarda audiência de custódia marcada para quinta-feira (14). O representante da Abrabe lavrou um termo de inautenticidade dos produtos.
Segunda prisão em São João da Boa Vista
Por volta das 17h30, a mesma equipe policial, ainda acompanhada do representante da Abrabe, deslocou-se até uma conveniência na Rua Henrique Cabral de Vasconcelos, no bairro Jardim São Nicolau, em São João da Boa Vista. No estabelecimento, os policiais localizaram uma garrafa de uísque exposta na prateleira com sinais de adulteração. A forma como a garrafa estava lacrada divergia do produto original, e outras quatro bebidas importadas apresentavam a mesma modificação.
O proprietário do estabelecimento compareceu ao local e foi abordado. Ele assumiu a propriedade das mercadorias ilícitas, mas declarou não possuir notas fiscais, impossibilitando a verificação do recolhimento de tributos. Os produtos foram apreendidos. A polícia informou que o comerciante foi conduzido à delegacia, mas não foi autuado em flagrante pelo crime de descaminho (importar ou exportar mercadoria sem pagar tributos), pois o valor das mercadorias era inferior a R$ 20 mil. No entanto, ele permaneceu preso pela adulteração das bebidas e também foi encaminhado à cadeia, devendo passar por audiência de custódia na quinta-feira (14). Novamente, o representante da Abrabe lavrou um termo de inautenticidade das bebidas.
Registro e providências legais
Os dois casos foram registrados como falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de loteria não autorizada no primeiro caso. As identidades dos comerciantes não foram divulgadas. A reportagem do g1 não conseguiu contato com as defesas dos suspeitos até a última atualização desta matéria.



