Operação da PRF resulta na prisão de três suspeitos de tráfico de migrantes
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu três homens, de 18, 24 e 55 anos, no último domingo (26), sob a acusação de transportar ilegalmente 20 migrantes cubanos da Guiana para o Brasil, utilizando a fronteira em Roraima. Segundo a PRF, o trio atuava como "coiotes", termo utilizado para designar indivíduos ou grupos que cobram para facilitar a entrada irregular de estrangeiros em um país.
A abordagem aconteceu no quilômetro 13 da BR-401, em Boa Vista. Durante a operação, um dos veículos tentou fugir, mas devido ao intenso fluxo de trânsito, não conseguiu escapar e foi escoltado até o local onde os outros dois automóveis já estavam parados. Os 20 migrantes estavam distribuídos em três carros e nenhum possuía a documentação migratória exigida para ingressar legalmente no Brasil.
Perfil dos suspeitos e assistência aos migrantes
Os detidos são pai, filho e sobrinho, e haviam saído do município de Bonfim, na fronteira entre Brasil e Guiana. Todos foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Boa Vista para os procedimentos legais. Já os migrantes cubanos receberam apoio humanitário disponibilizado pelas autoridades locais.
Esta é a segunda prisão de coiotes na mesma rota em apenas três semanas. No dia 1º de abril, a PRF já havia detido seis pessoas por tentarem transportar um grupo de 34 cubanos da Guiana para o Brasil, também em situação irregular.
Crime de promoção de migração ilegal
O crime de promoção de migração ilegal está previsto no artigo 232-A do Código Penal Brasileiro, com pena de 2 a 5 anos de reclusão. A PRF destaca que essa prática criminosa tem se tornado cada vez mais comum na fronteira entre Brasil e Guiana, sendo os coiotes os principais responsáveis. A atividade consiste em obter vantagem econômica facilitando o transporte e a logística da migração irregular. Em muitos casos, pode evoluir para crimes mais graves, como o tráfico de pessoas, cujo objetivo principal é a exploração dos migrantes.
Roraima é uma das principais portas de entrada ilegal para cubanos no Brasil, e as autoridades intensificam a fiscalização para coibir essas práticas.



