Polícia do Rio investiga estupro coletivo de menina de 12 anos
Polícia investiga estupro coletivo de menina de 12 anos no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando o estupro coletivo de uma menina de 12 anos, ocorrido em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. Seis adolescentes foram apreendidos pelo crime, enquanto outros dois estão sendo procurados pelas autoridades. Tudo foi gravado pelos agressores, e o vídeo circulou nas redes sociais.

Vítima não contou à família por medo e vergonha

A vítima, com medo e vergonha, não contou o que aconteceu para a família. A mãe só ficou sabendo do estupro depois que um vídeo começou a circular pelas redes sociais. A irmã da adolescente relatou ao repórter Jefferson Monteiro como ela chegou em casa: "Ela chegou roxa em casa, chegou falando que estava com cólica, botou até compressa de água quente na barriga. Então assim, a mãe não desconfiou, e como ela sempre foi muito quieta, sempre foi de falar pouco".

Dinâmica do crime

Segundo a polícia, a menina se relacionava com um adolescente que a chamou para ir até a casa dele. Lá, foi surpreendida com a presença de outros sete jovens. Todo o crime foi gravado por eles. "É notório que ela não consentiu com o ato porque ela é agredida, ela é humilhada, era uma perto de oito, ali no ato, ela não tinha nem condição de reagir", afirma a delegada responsável pelo caso. Como são adolescentes, os rostos foram borrados nas imagens, nas quais eles aparecem comemorando.

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Identificação e medidas judiciais

A polícia já identificou os oito adolescentes envolvidos, com idades entre 12 e 16 anos. A Justiça determinou a apreensão e a internação deles. Em janeiro deste ano, outro estupro coletivo, também contra uma adolescente, ocorreu em Copacabana, na zona sul do Rio. Naquela ocasião, uma menina de 17 anos contou à polícia que foi convidada para um encontro por um colega de escola, menor de idade, com quem já tinha se relacionado. Outros quatro homens também estavam no local. Todos foram presos, e o adolescente foi levado para uma unidade de internação.

Venda do vídeo do crime

No caso da menina de 12 anos de Campo Grande, a polícia ainda descobriu que um dos menores estava vendendo o vídeo do crime. "Um deles estava vendendo por R$ 5, que dizer a imagem dessa menina, exposição da intimidade dessa menina valia R$ 5. Nós prosseguimos com diligências físicas e também diligências eletrônicas. Então, quem de alguma maneira armazenou, divulgou, ainda que não sejam os envolvidos, eles vão também sofrer uma reprimenda penal", afirma a delegada.

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