Piloto de helicóptero baleado no Rio enfrenta complicações após cirurgia
Piloto baleado no Rio tem complicações pós-cirurgia

O piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, que foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, enfrenta complicações decorrentes de uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril. Nesta terça-feira, a família informou que ele foi sedado após passar por um novo procedimento cirúrgico.

Atualização sobre o estado de saúde

A esposa, Keidna Marques, tem compartilhado a rotina do casal por meio do Instagram. No dia 23, ela publicou um histórico que revela que, em janeiro, Felipe já havia enfrentado complicações semelhantes. "Seguimos agora em um pós-cirúrgico que exige cuidado, paciência e ainda mais confiança, e em todo tempo Deus esteve conosco", declarou.

Em um comunicado divulgado nesta terça-feira (5), a família explicou: "Neste fim de semana, o Felipe precisou passar por uma nova cirurgia para a retirada de um hematoma. Após o procedimento, infelizmente, foram identificados novos pontos de sangramento. Neste momento, ele está sedado e sendo cuidadosamente assistido". Eles também pedem orações e boas energias: "Seguimos confiantes e pedimos que continuem em oração. Quem acompanha nossa caminhada sabe que o Felipe é um verdadeiro guerreiro e segue lutando com toda a coragem de sempre".

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Histórico do caso

Felipe havia recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro, após nove meses internado, e seguiu para um centro de reabilitação. Ele foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, em março de 2025. De acordo com o gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, o paciente passou mais de sete meses sob cuidados intensivos, foi submetido a diversas neurocirurgias e outros procedimentos, além de ter permanecido em coma por um longo período. "O comandante é um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida e teve o apoio integral da família, parte fundamental para recuperação e adesão ao tratamento", acrescentou.

O ataque ocorreu em 20 de março, quando Felipe sobrevoava a comunidade a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvejada por criminosos, e o copiloto foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, que perfurou o crânio. Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio. Outros criminosos seguem foragidos.

Detalhes da recuperação

Em 21 de março, o piloto foi transferido para o Hospital São Lucas. Desde então, passou por uma longa recuperação, marcada por momentos críticos e procedimentos complexos. Em 2025, ele foi submetido a pelo menos três cirurgias. A primeira foi realizada logo após o incidente; a segunda, para tratar um pseudoaneurisma; e a terceira teve como objetivo a implantação de uma prótese craniana, a fim de reparar os ossos do crânio danificados pelo tiro.

A família continua confiante e agradece o apoio de todos que acompanham a luta de Felipe.

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