Novas denúncias de estupro coletivo em Copacabana envolvem suspeitos em comum
Duas novas denúncias de estupro foram registradas contra alguns dos acusados de participarem do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido no final de janeiro. As mães das vítimas procuraram a polícia para relatar os abusos, aumentando a gravidade do caso que já chocava o Rio de Janeiro.
Modus operandi similar em casos anteriores
Em um dos casos, que ocorreu em 2023, a vítima tinha apenas 14 anos e teria sido atraída por um dos suspeitos para um apartamento, onde outros agressores a surpreenderam. Este é o mesmo modus operandi utilizado no caso deste ano, indicando um padrão criminoso preocupante. Três dos cinco envolvidos no crime de janeiro são apontados como participantes desse episódio anterior, sugerindo uma rede de abusos.
Nova denúncia e prisões de suspeitos
A terceira denúncia, feita nesta terça-feira, 3 de março de 2026, acusa um abuso em um salão de festas, e a polícia investiga a participação de mais suspeitos. Nesta mesma data, dois dos réus se apresentaram à polícia e foram presos: Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, jogador do S.C. Humaitá, e João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos.
A defesa de João Gabriel nega as acusações e afirma que mensagens de texto comprovam que a vítima sabia da presença de outros rapazes no local e teria consentido inicialmente. No entanto, as autoridades mantêm as investigações para apurar a veracidade dessas alegações.
Suspeitos foragidos e investigações em andamento
Os outros dois acusados, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, continuam foragidos, aumentando a tensão na comunidade. Além disso, um adolescente de 17 anos também é investigado e responderá pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, destacando a gravidade dos crimes envolvendo menores.
O grupo foi denunciado pelo Ministério Público por estupro qualificado, com agravante de concurso de pessoas e vítima menor de idade. A pena prevista varia de 8 a 12 anos de reclusão, mas as investigações continuam para apurar os novos casos e garantir justiça.
As autoridades reforçam a importância das denúncias para combater a violência sexual na região.