Mulher quebra computador e atira urina em funcionárias de laboratório em SP
Mulher quebra computador e atira urina em funcionárias

Uma mulher de 61 anos causou tumulto no Laboratório Municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, na última segunda-feira (18). Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo g1, a suspeita quebrou um computador e arremessou um pote contendo urina contra as funcionárias do local. Além disso, ela proferiu ofensas racistas contra uma das profissionais.

O incidente registrado por câmeras

Imagens de monitoramento flagraram o momento em que a mulher puxa um monitor de computador e o joga contra a mesa. Em seguida, ela empurra a CPU. O caso ocorreu na Rua Dom Pedro II, no Centro da cidade. De acordo com a Polícia Civil, a paciente se desentendeu com as funcionárias e danificou aparelhos eletrônicos do laboratório.

Agressão com urina e ofensas racistas

Após destruir o computador, a mulher pegou um recipiente destinado a exames laboratoriais, que continha sua própria urina, e o arremessou na direção das funcionárias, atingindo uma delas. Simultaneamente, ela começou a fazer ofensas e injúrias raciais contra outra profissional, utilizando termos depreciativos como “nega” e “neguinha”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Ação da guarda municipal e prisão

A suspeita deixou o local após o ocorrido, mas foi abordada por guardas municipais. Devido ao estado de exaltação, ela foi algemada e conduzida ao 1º Distrito Policial (DP) de Itanhaém. Durante o trajeto, a mulher se recusou a fornecer seus dados pessoais e continuou proferindo palavras racistas em tom de desdém.

Histórico de saúde mental

A mulher relatou que utiliza medicamentos controlados e passa por acompanhamento médico no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) desde os três anos de idade. Ela também informou que já esteve internada em um hospital psiquiátrico. Apesar disso, o caso foi registrado como dano, desacato e preconceito de raça ou cor no 1º DP de Itanhaém.

Direitos das vítimas

As vítimas foram informadas sobre o prazo de seis meses para oferecer queixa crime contra a suspeita. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi procurada pelo g1, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar