O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou, nesta quarta-feira (20), o motorista José Antonio Mamprim a 135 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável. De acordo com as investigações, os abusos ocorreram entre 2012 e 2025 no município de Colina, interior paulista.
Atuação como motorista escolar
Mamprim trabalhava havia 30 anos como motorista terceirizado de uma escola pública. A sentença o considerou culpado pela prática de estupro e repetidos estupros de vulneráveis contra seis meninas, incluindo uma com deficiência. O caso corre em segredo de Justiça, e a defesa atual do réu não foi identificada pela reportagem.
Modus operandi
Segundo a denúncia do promotor Aluisio de Souza, o motorista usava sua função para selecionar as vítimas. Ele elogiava os corpos das alunas e fazia comentários de cunho sexual. A acusação afirma que ele escolhia as vítimas antes do desembarque e, sistematicamente, deixava-as por último em casa. Após os outros passageiros descerem, cometia os abusos contra as adolescentes.
As vítimas eram ameaçadas de morte, tanto contra elas quanto contra seus familiares, caso revelassem os episódios. O caso veio à tona quando uma das alunas apresentou sinais de automutilação e contou sobre os abusos.
Prisão e situação atual
O motorista está preso na Penitenciária 2 de Serra Azul desde novembro do ano passado e não poderá recorrer em liberdade. A prisão temporária ocorreu em 14 de outubro do ano anterior, após denúncia de uma vítima que era sua sobrinha, conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.



