Vídeo revela motorista apagando luzes de ônibus antes de estuprar idosa de 71 anos no Rio
Motorista apaga luzes de ônibus antes de estuprar idosa no Rio

Vídeo flagra momento em que motorista apaga luzes antes de cometer estupro contra idosa em ônibus

As câmeras de segurança de um ônibus da linha 383 (Realengo x Praça da República), operado pela empresa Sou Transportes, registraram o momento exato em que o motorista Tecio Maciel Xavier desligou as luzes do veículo enquanto uma idosa de 71 anos estava sozinha como única passageira. O crime ocorreu na noite do último domingo (22), no Centro do Rio de Janeiro, e as imagens se tornaram prova crucial para a investigação policial.

Sequência do crime capturada pelas câmeras

Nos registros, a mulher aparece se levantando e caminhando até a parte da frente do coletivo para falar com o condutor. Em seguida, as luzes são completamente apagadas, deixando o interior do ônibus na escuridão total. As câmeras permanecem sem capturar imagens por menos de um minuto, período em que, segundo a vítima, ocorreu o estupro.

Quando a iluminação é restabelecida pelo próprio motorista, o ônibus já aparece vazio. O condutor então segue viagem normalmente, como se nada tivesse acontecido. De acordo com o relato da idosa à polícia, o motorista teria parado o coletivo, fechado as portas e apagado as luzes intencionalmente antes de cometer a violência sexual.

Relato dramático da vítima e reconhecimento do agressor

"Eu falei: 'Me solta, meu marido está me esperando ali no posto de gasolina'. Ele acabou de fazer as coisas que ele fez, abriu o ônibus, e eu saí desesperada", relatou a mulher de 71 anos, que procurou atendimento médico imediatamente após o crime e esteve no Instituto Médico-Legal (IML) na segunda-feira (23).

A vítima reconheceu o motorista como autor do crime após ter acesso às imagens enviadas pela empresa de transporte à Polícia Civil. As gravações foram determinantes para a identificação do suspeito e para o pedido de mandado de prisão à Justiça.

Prisão do motorista e histórico criminal anterior

Tecio Maciel Xavier foi preso neste sábado (28) por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), seis dias após o crime ser denunciado. A investigação revelou que o motorista já havia sido indiciado por um crime de natureza sexual em 2019, quando trabalhava para a empresa Paranapuã.

Na ocasião, uma jovem de 20 anos denunciou ter sido atacada dentro de um ônibus na Ilha do Governador. Segundo o relato, o motorista teria utilizado a mesma tática: apagou as luzes, fechou as portas e tentou forçar a vítima a manter relação sexual. Ele foi indiciado por importunação sexual, e o Ministério Público ofereceu denúncia, com o processo tramitando em segredo de Justiça.

Segundo apurações, o motorista deixou de comparecer periodicamente à Justiça neste ano, o que demonstra um padrão de comportamento. A empresa Paranapuã informou que o ex-funcionário foi desligado ao término do contrato de experiência e que não compactua com qualquer tipo de violência.

Detalhes do trajeto e pedido ignorado

A idosa contou à polícia que havia saído da casa da irmã, no Jacaré, e feito integração entre linhas até embarcar no coletivo por volta das 20h30. Durante o trajeto, outro passageiro que estava no ônibus desceu, deixando-a sozinha com o motorista.

Segundo o depoimento, o condutor iniciou conversa e disse que queria "falar com ela". A vítima afirmou que pediu para descer na altura do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas o pedido não teria sido atendido, caracterizando sequestro relâmpago antes da agressão sexual.

Posicionamento das empresas de transporte

Em nota, a Sou Transportes afirmou que lamenta profundamente a denúncia e que está colaborando integralmente com as autoridades. "A empresa repudia veementemente qualquer tipo de violência, especialmente contra mulheres e idosos", declarou a companhia, que forneceu as imagens das câmeras de segurança para a investigação policial.

A Polícia Civil continua apurando todas as circunstâncias do crime, que chocou a população carioca e levantou questões sobre a segurança no transporte público, especialmente para passageiros em situação de vulnerabilidade.