Homem é executado a tiros em Joinville por criminosos que se passaram por policiais
Um homem de 43 anos foi brutalmente assassinado a tiros dentro de sua própria residência em Joinville, no Norte do estado de Santa Catarina. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (19), por volta das 20h30, no bairro Morro do Meio, deixando a comunidade em estado de choque e alerta.
Detalhes chocantes do crime
Testemunhas que estavam presentes no local relataram à Polícia Militar que os criminosos chegaram fingindo ser agentes da lei. De acordo com os depoimentos, dois homens encapuzados e armados com armas longas adentraram a residência afirmando serem policiais do Rio Grande do Sul. Eles ordenaram que os moradores saíssem da sala e os trancaram em um quarto, com exceção da vítima, identificada como Anderson Rohden.
Um terceiro indivíduo, portando uma arma de pequeno porte, também ingressou na casa durante a ação criminosa. Enquanto estavam trancados, as testemunhas ouviram uma sequência intensa de tiros, estimada em cerca de 30 disparos por vizinhos. Além disso, escutaram os assaltantes exigindo as chaves do carro de Anderson Rohden antes do tiroteio.
Operação dos criminosos e investigação
Os bandidos chegaram ao local dirigindo um carro Polo branco, que foi abandonado na cena do crime com a chave ainda no chão. A Polícia Militar, após consulta, constatou que o veículo era clonado, indicando um planejamento prévio da ação. Para fugirem, os criminosos utilizaram um carro Renegade pertencente à residência, também abandonado posteriormente e encontrado pela PM.
Além dos veículos, os assaltantes levaram dois celulares da vítima. Ambos os carros foram encaminhados à Polícia Científica para perícia, que esteve no local junto com a Polícia Civil para coletar evidências. No entorno do corpo de Anderson Rohden, foram encontradas diversas cápsulas de balas de vários calibres diferentes, reforçando a violência do ataque.
Andamento das investigações
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Joinville, sob a responsabilidade do delegado Rodrigo Vicentini. Ele afirmou que a motivação do crime ainda não foi totalmente esclarecida, mas algumas hipóteses estão sendo consideradas, incluindo:
- Decreto de morte
- Ligação com grupo criminoso
- Dívida pendente
Os suspeitos ainda não foram identificados, e a Polícia Civil aguarda a finalização de análises periciais e a revisão de imagens de câmeras de segurança para dar continuidade às investigações. O delegado destacou a complexidade do caso devido à falta de informações concretas sobre os autores.