Vorcaro perde guarda de celular-bomba e é preso após ordem de Mendonça do STF
Vorcaro perde guarda de celular-bomba e é preso por ordem do STF

Defesa de Vorcaro perde guarda de acervo do celular-bomba e banqueiro é preso por ordem do STF

Em um desfecho dramático para o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro perdeu a guarda do acervo extraído de seus celulares apreendidos pela Polícia Federal e foi preso na terça-feira, 3 de março de 2026, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O material, conhecido como "celular-bomba", contém dados comprometedores de políticos e autoridades, ampliando rumores de que uma delação premiada pode ser inevitável.

Movimento incomum e reviravolta judicial

Inicialmente, a defesa de Vorcaro conseguiu acesso ao acervo através de um protocolo incomum. Um tabelião acompanhou os advogados até a sede da PF em Brasília para recolher um disco rígido com dezenas de terabytes extraídos dos telefones do empresário, apreendidos na Operação Compliance Zero. O conteúdo foi armazenado em um saco plástico e lacrado na presença de criminalistas e investigadores.

"Vorcaro acreditava que este protocolo mitigaria riscos de vazamentos e funcionaria como um seguro político", explicou uma fonte próxima ao caso. No entanto, horas depois, a defesa foi informada de que deveria devolver o material imediatamente, perdendo assim uma das principais armas de proteção do banqueiro contra as investigações.

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Acusações graves e prisões decretadas

O ministro André Mendonça, em sua primeira ordem judicial desde que assumiu o caso, decretou a prisão de Vorcaro e de outros envolvidos. As acusações incluem:

  • Chefiar uma organização de verniz mafioso
  • Corromper servidores do Banco Central
  • Invadir arquivos internos de órgãos de investigação
  • Discutir agressões a desafetos e jornalistas

Além de Vorcaro, foram presos o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e apontado como braço financeiro da organização, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de "Sicário", e o policial federal aposentado Marilson Roseno. Mourão tentou suicídio ao ser preso na quarta-feira, 4 de março.

Conteúdo comprometedor e impacto político

O acervo devolvido à PF reúne agendamentos de reuniões que nunca deveriam se tornar públicas, comentários íntimos sobre festas particulares e menções a deputados, senadores, ministros de Estado e autoridades do Judiciário. "Este material é uma bomba-relógio para a cúpula do poder", afirmou um investigador que acompanha o caso.

Dois servidores do Banco Central, suspeitos de atuar como infiltrados do ex-banqueiro há quase três décadas, também foram alvo da PF e agora usam tornozeleiras eletrônicas. A investigação apura responsabilidades no que é considerado o maior escândalo financeiro da história do país.

Rumores de delação e futuro do processo

Com a perda da guarda do acervo e a prisão, aumentam os rumores de que Vorcaro pode buscar uma delação premiada. Entre conselheiros do banqueiro, a sugestão é que uma colaboração com a Justiça possa ser a única saída para mitigar penas futuras.

O caso continua sob análise do STF, com expectativa de que novas revelações surjam à medida que a PF avança na análise do conteúdo do "celular-bomba". As implicações políticas e judiciais deste escândalo prometem abalar estruturas de poder nos próximos meses.

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