Renato Bolsonaro rebate ciúmes no PL sobre número '2222' e afirma decisão de Valdemar e Jair
Pré-candidato a deputado federal pelo PL, Renato Bolsonaro, irmão mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem enfrentado tensões internas no partido devido ao cobiçado número '2222', herdado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente autoexilado nos Estados Unidos. Em entrevista exclusiva, Renato minimizou a disputa, atribuindo a decisão sobre o número ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e ao próprio irmão.
Disputa interna e vaidade política
Renato Bolsonaro destacou que a transferência do número foi chancelada por Valdemar e Jair Bolsonaro, sendo ele visto como um puxador de votos para o partido. "Se eles quiserem meu número, que vão até o Valdemar e peçam, afinal de contas, foi sugestão dele", afirmou. Ele criticou a vaidade de outros pré-candidatos, que questionam a escolha por considerá-lo um novato na política.
O pré-candidato argumentou que, se os concorrentes são fortes, não precisam do número '2222'. "É o que eu digo: o que Jair Bolsonaro decidir, o Valdemar Costa Neto decidir, está decidido", reforçou, enfatizando a unidade partidária como crucial para eleger mais deputados.
Trajetória política e apoio familiar
Com sete eleições disputadas sem vitórias, incluindo campanhas para prefeito de Registro em 2024, Renato Bolsonaro busca se firmar como candidato a deputado federal por São Paulo. Ele ressaltou sua formação militar e proximidade ideológica com Jair Bolsonaro, além de destacar o apoio da família nas campanhas. "Não tenha dúvida que o meu candidato à Presidência é Flávio Bolsonaro", disse, prometendo mútuo apoio eleitoral.
Sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que o apoiou em 2024, Renato mencionou que ainda não foi procurado para esta eleição, mas espera possíveis conversas. Ele também comentou a transferência de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar, classificando-a como justa e criticando o que vê como perseguição política.
Contexto eleitoral e estratégias
Renato Bolsonaro é visto como uma aposta do PL para compensar a perda de votos de nomes como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, somando cerca de 4 milhões de votos. Ele planeja focar em visitas a cidades e conexões com lideranças locais para ampliar sua base. Quanto a uma possível candidatura ao Senado, afirmou estar à disposição do partido, mas prioriza a campanha para deputado federal.
Em relação à chamada terceira via, ele acredita que só existem dois candidatos viáveis à presidência, da direita e da esquerda, e projeta Flávio Bolsonaro como o próximo presidente do Brasil. A entrevista revela os desafios internos do PL e a estratégia bolsonarista para as eleições, com foco na união familiar e partidária.



