MPDFT investiga suposto nepotismo e favorecimento familiar no Iprev-DF
MPDFT investiga nepotismo no Iprev-DF; presidente nega

MPDFT investiga suposto favorecimento familiar no Instituto de Previdência do DF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) está conduzindo uma apuração preliminar para verificar possíveis irregularidades em nomeações realizadas no Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). A investigação foi motivada por uma denúncia que acusa a presidente do órgão, Raquel Galvão Rodrigues da Silva, de praticar nepotismo e favorecer familiares com cargos públicos dentro da instituição.

Os nomes citados na denúncia e as funções ocupadas

A denúncia, que chegou ao MPDFT, lista três indivíduos com supostos laços familiares com a presidente:

  • Ícaro Lobão de Castro: Foi nomeado como assessor especial da Diretoria Jurídica do Iprev em janeiro de 2025 e exonerado após apenas três meses. A denúncia o aponta como enteado de Raquel Galvão.
  • Lucas Douglas Oliveira da Silva: Também assessor especial da Diretoria Jurídica, nomeado em setembro de 2025. Segundo a acusação, ele é casado com uma sobrinha da presidente. Dados do Portal da Transparência mostram que ele recebeu R$ 5.996,49 do Iprev em janeiro.
  • Régia Marissol Hosana Silva Fernandes: Atual chefe da Ouvidoria do Iprev, identificada como prima da presidente. Ela é servidora efetiva da Secretaria de Educação, recebendo R$ 10.152,03 de lá e mais R$ 4.499,03 do Iprev em janeiro.

Posicionamento do MPDFT e das partes envolvidas

O MPDFT informou que está na fase de coleta de informações e documentos para decidir se abre ou não um procedimento investigativo formal. Enquanto isso, os citados na denúncia se manifestaram:

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Raquel Galvão Rodrigues da Silva, presidente do Iprev desde 2023, negou veementemente as acusações em uma nota oficial. Ela argumenta que:

  1. Não tem competência para nomear cargos no instituto, sendo essa atribuição do Chefe do Poder Executivo.
  2. As nomeações ocorreram antes do início de sua gestão.
  3. Os vínculos com os citados não configuram nepotismo segundo a legislação e jurisprudência.

Ela especificou que Ícaro nunca foi seu enteado, apenas sócio em um escritório de advocacia, e que processos envolvendo Lucas e Régia já foram analisados e sugeridos para arquivamento por falta de indícios.

Régia Marissol Fernandes negou conflito de interesses, afirmando que foi nomeada em 2018, antes da prima assumir a presidência. Lucas da Silva confirmou ser marido da sobrinha da presidente, mas disse que entrou no Iprev em 2022 e agora está na assessoria de comunicação. Ícaro Lobão de Castro declarou a denúncia como infundada, rejeitando qualquer relação familiar com Raquel Galvão.

Contexto legal e próximos passos

O caso levanta questões sobre a aplicação da lei de nepotismo, que proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau para cargos públicos na administração direta e indireta. A presidente também se defendeu quanto a alegações de conflito de interesses, afirmando estar licenciada da Ordem dos Advogados do Brasil e não exercer advocacia durante sua gestão.

O MPDFT agora analisa as informações prestadas pelas partes para determinar a continuidade ou não da investigação. O desfecho pode impactar a gestão do Iprev-DF e reforçar o debate sobre transparência e ética na administração pública do Distrito Federal.

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