Operação 'Fisco Paralelo' do MP-SP mira 17 alvos, incluindo servidores da Sefaz-SP
MP-SP faz operação 'Fisco Paralelo' com 17 alvos da Sefaz-SP

Operação 'Fisco Paralelo' do MP-SP mira servidores da Fazenda estadual em São Paulo

Na manhã desta quinta-feira, 26 de setembro, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) deu início à operação denominada 'Fisco Paralelo', com a execução de 17 mandados de busca e apreensão em diversos endereços. Entre os locais atingidos pela ação policial estão um condomínio de luxo localizado na região de Tamboré, na Grande São Paulo, e quatro endereços específicos no bairro de Moema, na capital paulista.

Alvos da investigação são majoritariamente servidores da Sefaz-SP

Conforme informações detalhadas fornecidas pelo MP-SP, 16 dos 17 alvos da operação são pessoas diretamente ligadas à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). O décimo sétimo alvo é uma executiva de uma grande empresa, cuja identidade ainda não foi divulgada pelas autoridades. Os investigados ocupavam cargos de relevância dentro da estrutura fazendária, incluindo posições como agente fiscal de renda, inspetor fiscal, coordenador e delegado regional tributário.

A operação 'Fisco Paralelo' representa um novo capítulo e desdobramento direto da já conhecida Operação Ícaro, que foi deflagrada em agosto de 2025 para investigar desvios de créditos fiscais no caso envolvendo as empresas Ultrafarma e Fast Shop. Esta nova fase investigativa foi possível após o Ministério Público obter informações adicionais e evidências concretas sobre supostas irregularidades e esquemas ilícitos operando no interior da Secretaria da Fazenda do governo paulista.

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Ampliação da investigação a partir da Operação Ícaro

Na Operação Ícaro, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gedec) partiram das atividades do fiscal Artur Gomes da Silva Neto para alcançar o núcleo técnico da organização criminosa, que era coordenado pela contadora Maria Hermínia de Jesus Santa Clara. A análise aprofundada do celular dela permitiu que as investigações fossem significativamente ampliadas, revelando conexões mais extensas e uma rede mais complexa de envolvidos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, foram identificados elementos robustos e indícios consistentes que apontam para uma suposta captura e cooptação de diversos órgãos e setores da Secretaria Estadual da Fazenda. Os investigados estavam distribuídos estrategicamente em diferentes unidades regionais da Sefaz-SP, abrangendo a Delegacia Regional Tributária da Capital da Lapa, do Butantã, da região do ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema) e também de Osasco, na Grande São Paulo.

As buscas e apreensões realizadas nesta quinta-feira visam coletar provas materiais, documentos contábeis, dispositivos eletrônicos e qualquer outro elemento que possa corroborar as acusações de corrupção, formação de organização criminosa e desvio de finalidade no exercício da função pública. O MP-SP ressalta que todas as medidas judiciais estão sendo cumpridas com estrito respeito ao devido processo legal e aos direitos dos investigados.

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