MP investiga destino de verba de estacionamento em show de Guns N' Roses em Rio Preto
MP apura destino de dinheiro de estacionamento em show em Rio Preto

MP investiga destino de verba arrecadada com estacionamento em área pública de Rio Preto

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu uma investigação para apurar o destino do dinheiro arrecadado com um estacionamento montado em área pública para o show da banda Guns N’ Roses, realizado em São José do Rio Preto (SP). O evento aconteceu no dia 7 de abril, utilizando o Parque Cidade das Crianças como estacionamento, com cobrança de R$ 100 por veículo, aceita apenas via PIX ou em dinheiro.

Autorização questionável e exoneração

Segundo a prefeitura, o então secretário de Esportes, Klebinho Kizumba, autorizou o uso do local pela Associação Guadomafe, descrita como uma entidade filantrópica de Guaraci (SP). Após a repercussão do caso, Klebinho Kizumba foi exonerado do cargo. Uma equipe da TV TEM visitou o endereço registrado da associação e encontrou uma casa vazia e aparentemente abandonada. Vizinhos relataram que um casal morava no local, mas teria se mudado há cerca de um mês, e afirmaram nunca ter visto funcionamento de uma associação no endereço, apesar de anos residindo no bairro.

Envolvimento de autoridades e conta PIX

No dia do show, um vídeo encaminhado à produção da TV TEM mostra a esposa do secretário de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores, José Luís, realizando a cobrança pelo uso do estacionamento. Além dela, um assessor do vereador Bruno Marinho (PRD) é visto sinalizando o local. Comprovantes de operação indicam que a conta PIX para onde o dinheiro era destinado pertencia ao próprio secretário José Luís. Em resposta, a Prefeitura de São José do Rio Preto informou que a gestão de recursos era responsabilidade da entidade, mas não esclareceu o critério para escolha da Associação Guadomafe, que não é sediada na cidade.

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Desligamento de cargo e prazo para esclarecimentos

Nesta sexta-feira (10), José Luís Pereira, titular da conta PIX, pediu desligamento do cargo de Secretário de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores. O Ministério Público estabeleceu um prazo de 20 dias para que o prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Candido (PL), e o presidente da Câmara, Luciano Julião (PL), prestem esclarecimentos sobre o caso. A investigação busca determinar possíveis irregularidades no uso de espaço público e desvio de recursos.

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