Flávio Bolsonaro chama banqueiro preso de 'irmão' em áudio sobre filme
Flávio chama banqueiro de 'irmão' em áudio sobre filme

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou o banqueiro Daniel Vorcaro de 'irmão' em um áudio enviado ao empresário, que atualmente está preso pela Polícia Federal (PF). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens e ao áudio, enviado em setembro de 2024. A TV Globo confirmou o conteúdo com investigadores e fontes próximas às investigações.

Conteúdo do áudio

No áudio, Flávio Bolsonaro cita nomes envolvidos na produção do filme 'Dark Horse', que narra a trajetória política de Jair Bolsonaro. Ele diz: 'Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.'

Quem são os citados

  • Jim Caviezel: Ator americano de 57 anos, conhecido por 'A Paixão de Cristo' (2004) e 'Som da Liberdade' (2023). Interpreta Jair Bolsonaro no filme.
  • Cyrus Nowrasteh: Diretor americano de 69 anos, trabalhou em filmes como 'Depois do Atentado' e 'O Apedrejamento de Soraya M.'. Também escreveu o roteiro de 'Jenipapo' (1995), coprodução Brasil-EUA.

Sinopse do filme

De acordo com o site Deadline, a sinopse oficial descreve 'Dark Horse' como 'inspirado por eventos reais', acompanhando Jair Bolsonaro, um 'intruso controverso' que ascende de capitão do Exército a líder populista, enfrentando um plano de assassinato. O diretor afirmou que o filme é 'um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque'.

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Entenda o caso

Daniel Vorcaro, banqueiro preso pela PF, ajudou a financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo o Intercept Brasil, ele pagou R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para a produção, transferindo o dinheiro a um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente. Flávio Bolsonaro pressionava pelos pagamentos. Ao ser questionado por repórteres ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador limitou-se a dizer que se tratava de 'dinheiro privado'.

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