Ex-vereador de Guarujá completa um ano como foragido da Justiça após condenação por atos de 8 de janeiro
Luciano Lopes da Silva, ex-vereador de Guarujá, no litoral de São Paulo, completa nesta quinta-feira (5) exatamente um ano como foragido da Justiça brasileira. A condenação do político pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 também marca seu primeiro aniversário, consolidando um caso que permanece em aberto no sistema judiciário do país.
Condenação e fuga do ex-vereador
Conhecido popularmente como 'Luciano China', o réu foi condenado em 5 de março de 2025 por crimes graves incluindo:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de estado
- Dano qualificado
- Deterioração de patrimônio tombado
- Associação criminosa armada
A pena estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) totaliza 14 anos de prisão, com o ministro Alexandre de Moraes determinando seu cumprimento imediato. A condenação transitou em julgado em junho de 2025, tornando-se definitiva, mas desde então o ex-vereador mantém-se foragido das autoridades.
Multa milionária e mandado de prisão
Além da pena privativa de liberdade, Luciano Lopes da Silva foi condenado ao pagamento de R$ 30 milhões por danos morais decorrentes dos atos de 8 de janeiro. A indenização é solidária entre os demais condenados, embora não existam informações oficiais sobre a parcela específica que caberia ao ex-vereador.
O mandado de prisão contra 'Luciano China' mantém-se em aberto com validade até 2037, conforme determinação do STF. O g1 tentou contato com a advogada do réu para obter um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu qualquer retorno até o momento.
Contexto dos atos de 8 de janeiro
Os crimes pelos quais o ex-vereador foi condenado estão diretamente vinculados aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram graves ataques às instituições democráticas brasileiras. Em janeiro de 2026, o STF divulgou um relatório abrangente sobre as condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, revelando números significativos:
- 1.399 pessoas responsabilizadas criminalmente
- 98 denúncias oferecidas em andamento
- 518 investigações em curso
- 346 ações penais movidas (224 por crimes graves e 122 por crimes de menor gravidade)
O caso de Luciano Lopes da Silva representa apenas uma das centenas de ações judiciais que continuam a tramitar no sistema de justiça brasileiro em decorrência dos eventos antidemocráticos que abalaram o país.



