Câmara de Ribeirão Preto investiga vereador por suspeita de 'rachadinha' em gabinete
Câmara investiga vereador de Ribeirão Preto por 'rachadinha'

Câmara de Ribeirão Preto instaura comissão para investigar suspeita de 'rachadinha' envolvendo vereador

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, deu início a uma investigação formal contra o vereador Lincoln Fernandes (PL), segundo secretário na mesa diretora, por suspeitas de prática de 'rachadinha' em seu gabinete. Nesta terça-feira (31), ex-assessores do parlamentar devem ser ouvidos pela comissão processante, em sessão aberta ao público marcada para as 14h30 na sala de comissões da Casa.

Detalhes da investigação e oitiva de testemunhas

A comissão, instaurada no início de março após denúncias apresentadas no Legislativo, espera colher depoimentos de três pessoas que trabalharam para o vereador. Essas oitivas fazem parte da fase de instrução do processo, que visa apurar se Lincoln Fernandes recolhia parte dos salários dos assessores como condição para mantê-los nos cargos. A abertura do processo de cassação foi aprovada em 25 de fevereiro por 20 vereadores, após o caso ser inicialmente levado ao Conselho de Ética, que o devolveu à presidência da Câmara por considerar a comissão processante o rito mais adequado.

Composição da comissão e possíveis sanções

O grupo responsável pela apuração será presidido por Jean Coraucci (PSD), com Judeti Zilli (PT) como relatora e Sargento Lopes (PL) como membro. Os trabalhos devem ocorrer em até 90 dias, ao término dos quais a comissão definirá pela absolvição ou cassação do parlamentar. Diferente do Conselho de Ética, não há possibilidade de afastamento como sanção neste processo, conforme as regras estabelecidas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Defesa do vereador e contexto político

Em resposta às acusações, a defesa de Lincoln Fernandes expressou 'inconformismo e repúdio', alegando que o processo se baseia em 'informações inverídicas e flagrantemente falsas'. A defesa afirmou que buscará a apuração e responsabilização de quem 'utiliza o aparato público para fins espúrios e caluniosos'. Este caso ocorre em um momento de tensão política na Câmara de Ribeirão Preto, que recentemente viu a renúncia de Isaac Antunes à presidência após recomendação do Ministério Público.

A investigação segue em andamento, com a Câmara mantendo 22 vereadores em exercício, e promete movimentar o cenário político local nas próximas semanas, à medida que mais detalhes forem revelados durante as oitivas e análises da comissão processante.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar