Advogado será conduzido coercitivamente após faltar à CPMI do INSS e ser localizado pela Polícia Federal
O advogado Cecílio Galvão prestará depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nesta quinta-feira, em uma sessão marcada pela tensão. Ele será conduzido coercitivamente ao colegiado, uma medida extrema adotada após o profissional faltar a duas sessões consecutivas da comissão, demonstrando resistência ao chamado dos parlamentares.
Localização pela Polícia Federal em São Paulo
A Polícia Federal localizou Galvão na última segunda-feira, na cidade de São Paulo, encerrando um período de incerteza sobre seu paradeiro. A ação policial foi necessária para garantir sua presença no depoimento, que é considerado crucial para o avanço das investigações sobre supostas irregularidades no sistema previdenciário.
Citação em relatórios do Coaf e repasses de R$ 4 milhões
O advogado é citado em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como destinatário de repasses financeiros que somam a expressiva quantia de R$ 4 milhões. Segundo as investigações, esses valores teriam sido transferidos por entidades relacionadas a fraudes no INSS, incluindo a Associação de Amparo aos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Ampaben) e a União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap).
Serviços de intermediação e acordos de cooperação técnica
Os pagamentos, de acordo com as apurações em andamento, estariam vinculados a serviços de intermediação para a assinatura de acordos de cooperação técnica com o INSS. Esses acordos, por sua vez, são apontados como os mecanismos que viabilizaram descontos nos benefícios previdenciários, levantando suspeitas de práticas ilegais e prejuízos aos contribuintes.
A condução coercitiva de Galvão reforça a seriedade com que a CPMI do INSS está tratando o caso, destacando a importância do depoimento para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. O episódio também evidencia os esforços das autoridades em combater possíveis esquemas de corrupção no âmbito da previdência social, um tema sensível para milhões de brasileiros.



