Operação Goodfellas prende sete e bloqueia 17 imóveis de tráfico em Campo Belo
Operação prende sete e bloqueia 17 imóveis de tráfico em MG

Operação Goodfellas desarticula esquema criminoso em Campo Belo com prisões e bloqueio de patrimônio

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em uma ação conjunta com a Polícia Militar (PMMG), realizou nesta terça-feira (3) a Operação Goodfellas na cidade de Campo Belo, no sul do estado. A operação resultou na prisão de sete pessoas e no bloqueio judicial de 17 imóveis, incluindo estabelecimentos comerciais e uma fazenda, todos avaliados em mais de R$ 5 milhões.

Detalhes das prisões e apreensões

Durante a ação, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e registrada uma prisão em flagrante por tráfico de drogas. Além disso, a polícia apreendeu dois veículos e interditou uma borracharia localizada às margens da BR-354, que funcionava como ponto central do esquema criminoso.

Segundo as investigações, a borracharia servia de fachada para a venda de entorpecentes, atendendo principalmente caminhoneiros e aumentando os riscos à segurança viária na região.

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Investigação e estrutura criminosa

As investigações, que tiveram início em abril do ano passado, apuraram crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais, praticados de forma organizada e contínua. A polícia identificou que os suspeitos utilizavam estabelecimentos comerciais para ocultar as atividades ilícitas.

O delegado responsável, Matheus Nascimento e Silva, destacou que a operação atingiu o núcleo financeiro da organização. “As apurações mostraram uma estrutura criminosa bem definida, com divisão de funções e grande volume de patrimônio incompatível com a renda declarada. O bloqueio dos imóveis é fundamental para enfraquecer o tráfico”, afirmou.

Histórico e próximos passos

Em outubro de 2025, um dos investigados já havia sido preso em flagrante no mesmo local, fato que reforçou os indícios da atuação contínua do grupo. A Polícia Civil realizou diversas apreensões durante o período de apuração, fortalecendo as provas que levaram à deflagração da operação.

Segundo a polícia, novas diligências não estão descartadas, e outras pessoas podem ser responsabilizadas conforme o andamento das investigações, que continuam em curso para desarticular completamente a rede criminosa.

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