Oito integrantes de organização criminosa são condenados por tráfico de drogas e armas em Rondônia e Mato Grosso do Sul
A Justiça de Rondônia condenou oito pessoas por integrarem uma organização criminosa e por associação para o tráfico de drogas, após denúncia do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As investigações tiveram início após a Operação Irmandade, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2019, que desarticulou uma facção criminosa atuante em Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Penas aplicadas e aumento por uso de arma de fogo
Segundo o MP-RO, todos os condenados receberam pena de 4 anos de prisão e 20 dias-multa pelo crime de organização criminosa. Em sete casos, a pena foi aumentada devido ao uso de arma de fogo durante as atividades ilícitas. Além disso, seis réus também foram condenados por associação para o tráfico, com pena de 4 anos e 3 meses de prisão, além de 800 dias-multa.
Com a soma das condenações, as penas finais variam entre 8 anos e 3 meses e 8 anos e 11 meses de prisão, além de 820 dias-multa. O cumprimento da pena será inicialmente em regime fechado, conforme determinação judicial.
Atuação organizada e ligação com o PCC
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão clara de tarefas para o transporte de drogas e a negociação de armas e entorpecentes. Entre as provas coletadas, estão interceptações telefônicas que apontaram a ligação dos acusados com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do Brasil.
Detalhes da Operação Irmandade em 2019
Realizada em 2019, a operação “Irmandade” cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em várias cidades:
- Porto Velho, Guajará-Mirim, Vilhena, Ji-Paraná e Cacoal, em Rondônia
- Dourados e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul
Segundo a Polícia Federal, os integrantes da facção tinham amplo acesso a telefones celulares dentro de presídios de Rondônia e mantinham contato direto com comparsas em liberdade, principalmente esposas e companheiras, para atuar no tráfico de drogas e armas.
Apreensões e objetivos criminosos
Durante as investigações, foram apreendidas armas de fogo e munições negociadas pelos investigados. De acordo com a PF, o material seria utilizado em furtos e roubos, especialmente de veículos que seriam trocados por drogas, evidenciando a complexidade e a violência das atividades do grupo.
Cumprimento dos mandados e locais de detenção
Os mandados de prisão foram cumpridos nos presídios Ênio Pinheiro, 470 e Panda, em Porto Velho. Outros sete mandados foram cumpridos na área urbana da capital. Conforme a assessoria da PF:
- Os detidos em Porto Velho foram levados para o presídio Pandinha.
- Em Guajará-Mirim, os presos foram encaminhados para a Casa de Detenção da cidade.
- Em Ji-Paraná, os investigados seguiram para o presídio estadual do município.
Os alvos de Vilhena, Dourados e Campo Grande já estavam presos. Além disso, três pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada em Porto Velho e uma em Ji-Paraná já cumpriam pena por outros crimes, mostrando o histórico delituoso dos envolvidos.
Apoio institucional na operação
A operação contou com o apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado de Justiça (GEII/Sejus) e do Grupo de Ações Penitenciárias (Gape), destacando a colaboração entre órgãos estaduais e federais no combate ao crime organizado na região.



