Jovem sobrevivente de açaí envenenado defende namorada com carta manuscrita em Ribeirão Preto
Vítima de açaí envenenado defende namorada com carta em Ribeirão Preto

Vítima de intoxicação por açaí com chumbinho reforça defesa da namorada com documento manuscrito

O jovem Adenilson Ferreira Parente, que sobreviveu a uma grave intoxicação após consumir açaí envenenado com chumbinho em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apresentou uma carta escrita à mão às autoridades policiais e ao Ministério Público. No documento, ele reafirma veementemente sua crença na inocência da namorada, Larissa de Souza, atualmente investigada como suspeita de tentativa de homicídio.

Entrega do documento e conteúdo emocionado

A carta foi entregue pela advogada de defesa de Adenilson no final do mês de março, antecedendo uma nova fase de investigações determinada pelo Ministério Público para esclarecer os detalhes do caso. No texto, o jovem registrou: "Reafirmo tudo o que disse para a polícia quando estava no hospital. Acredito muito que minha esposa não tentou me envenenar e jamais quero vê-la processada ou presa". O documento foi anexado oficialmente ao processo judicial que investiga o ocorrido.

Contexto do caso e internação grave

O incidente ocorreu em fevereiro, quando Adenilson precisou ser internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva após consumir açaí com a namorada em uma loja localizada na Avenida Barão do Bananal, na zona leste de Ribeirão Preto. Análises laboratoriais posteriores confirmaram a presença de chumbinho, um agrotóxico altamente tóxico, no produto consumido pelo jovem. Apesar da gravidade, Adenilson sobreviveu e atualmente passa bem, conforme informações atualizadas.

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Posicionamento da vítima e detalhes do depoimento

Em depoimento prestado na terça-feira, dia 7 de abril, Adenilson reafirmou publicamente sua convicção na inocência de Larissa. Ele destacou que o copo de açaí que consumiu estava perfeitamente lacrado quando recebido na loja, afirmando: "Quando eu fui comer meu açaí ele estava lacrado da forma que pegamos na loja. Já comi açaí e sei verificar quando ele está mexido. Acredito que Larissa não tenha tentado adulterar meu açaí". Além do jovem, também prestaram depoimentos uma irmã dele e a funcionária da loja que comercializou o produto na ocasião.

Investigações em andamento e motivações suspeitas

Larissa de Souza, que não se encontra presa atualmente, foi indiciada por tentativa de homicídio, mas o Ministério Público solicitou investigações adicionais à Polícia Civil. A Promotoria de Justiça levantou a hipótese de que a namorada poderia ter tentado matar Adenilson para se apropriar de aproximadamente R$ 20 mil que ele havia obtido com a venda de um veículo. As autoridades buscam esclarecer como exatamente o açaí foi contaminado com a substância tóxica.

Impacto jurídico da carta na investigação

O promotor de Justiça Eliseu Berardo, responsável pelo caso, avaliou que a carta de Adenilson não interfere nas diligências investigativas atuais, uma vez que se trata de um crime de ação penal pública incondicionada. "Não é um crime de ação penal pública condicionada à representação da vítima. Então, se a vítima quer ou não quer, não tem qualquer influência", explicou o promotor. No entanto, Berardo ressaltou que, em um eventual julgamento por júri popular, o posicionamento da vítima poderia influenciar significativamente a decisão dos jurados.

Conclusão emocional e desejo de encerramento

Na carta, Adenilson também expressou seu desejo de que a situação se resolva rapidamente, escrevendo: "Essa situação tem causado muito transtorno e tristeza a mim e minha esposa. Buscamos ficar em harmonia e paz". Durante entrevista recente, o jovem afirmou categoricamente que não foi pressionado por ninguém para produzir o documento, reafirmando sua posição de forma voluntária e consciente.

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