Três réus condenados a 368 anos por mortes em rebelião em antiga cadeia de Manaus
Três réus condenados a 368 anos por rebelião em Manaus

Três réus condenados a 368 anos por mortes em rebelião em antiga cadeia de Manaus

A Justiça do Amazonas condenou mais três réus por participarem da morte de quatro detentos durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, no dia 8 de janeiro de 2017. As penas somadas totalizam impressionantes 368 anos de prisão em regime fechado, marcando um capítulo sombrio na história do sistema carcerário local.

Detalhes da rebelião e condenações

Segundo as investigações e a denúncia formulada pelo Ministério Público, a rebelião foi uma retaliação direta à chacina ocorrida dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj). Os autos do processo indicam que o ataque foi meticulosamente planejado, com as mortes acontecendo na madrugada, apenas quatro dias após a reativação da cadeia pública, evidenciando um clima de tensão extrema.

O julgamento foi conduzido pela 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, iniciando em 23 de fevereiro e encerrando na sexta-feira, 27 de fevereiro. Os réus condenados são:

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  • Janderson Rolin Matos, conhecido como "Passarinho", condenado a 282 anos de prisão.
  • Ronildo Nogueira da Silva, apelidado de "Canela", condenado a 36 anos de prisão.
  • Jones dos Remédios Martins, chamado de "Bactéria", condenado a 50 anos de prisão.

Vítimas e procedimentos do julgamento

Os réus foram condenados pelos homicídios de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho, além de tentativa de homicídio contra Márcio Pessoa da Silva, Anderson Gustavo Ferreira da Silva, Omar Melo Filho, Leandro da Silva Araújo, Bruno Queiroz Ribeiro e Fabiano Pereira da Silva. Durante a sessão de julgamento, Janderson e Jones responderam ao interrogatório, enquanto Ronildo optou por exercer seu direito de permanecer em silêncio, um detalhe que ressalta a complexidade do caso.

Contexto mais amplo e próximos julgamentos

Este julgamento representa o segundo processo relacionado à rebelião na antiga cadeia pública. O primeiro ocorreu em Manaus, em 3 de julho do ano passado, resultando na condenação de João Pedro de Oliveira Rosa Rodrigues a 168 anos de prisão. A programação organizada pelo Tribunal do Júri, conforme divulgado pelo TJAM, prevê que outros réus, incluindo Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa ("LH"), Herrison Ilemy da Silva Lobato ("Jow Jow") e Ailton Santos da Silva ("Major"), serão julgados entre os dias 4 e 8 de maio deste ano.

Além disso, a Justiça informou que os réus Laerte Maciel Lopes Júnior ("Catatau"), Eduardo Sousa Ferreira ("Fantasma") e Fábio dos Santos Taveira ("Fabinho") terão seus julgamentos agendados entre 29 de junho e 3 de julho. Este cenário judicial ocorre em um contexto preocupante, com Manaus registrando mais uma rebelião de presos apenas uma semana após um massacre recente, destacando os desafios contínuos de segurança e gestão no sistema prisional da região.

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